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Encontro discutirá mudanças climáticas

Unicef e Amams promovem evento com adolescentes para mostrar agravamento da situação

O auditório da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) sediará nessa quarta-feira, o Encontro de Adolescentes de Minas Gerais para discutir os impactos das mudanças climáticas. O evento é realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a Amams e tem como pauta a “Gincana Nucas pelo Clima e pela Alimentação Saudável.” Na programação da Gincana e da Campanha, está prevista atividade de socialização para partilha das experiências e aprofundamento no tema Mudanças Climáticas & Arboviroses.

O presidente da Amams, José Nilson Bispo de Sá, o “Nilsinho”, prefeito de Padre Carvalho, salienta que o Unicef tem credibilidade mundial para abordar temas como estes, pois lembra que os adolescentes da atualidade sofrerão os impactos das mudanças ambientais, ainda mais numa região castigada pela seca, por isto a Amams defende uma política de barramentos para segurar as águas das chuvas e, com isto, garantir água pra consumo humano. O projeto das barraginhas tramita no Ministério Público de Minas Gerais para receber recursos do fundo estadual do MP e ainda na Codevasf, para construir 1 milhão delas na região.

O Selo Unicef tem como proposta que os municípios devam trabalhar para que a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes seja um compromisso de toda a sociedade, não apenas da administração municipal (prefeitura ou algumas secretarias). Por isso, o Unicef recomenda a criação da Comissão Intersetorial do Selo Unicef, que deve incluir os seguintes integrantes: articulador(a) municipal; mobilizadores(as) de Adolescentes, de Educação, de Saúde e de Assistência Social; órgãos estratégicos da administração municipal, como as Secretarias de Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura, Esporte, Lazer e Comunicação; representação do CMDCA e do Conselho Tutelar; organizações da sociedade civil com experiência na área de promoção e defesa dos direitos da infância e da adolescência; lideranças adolescentes; Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA); lideranças comunitárias; e comunicadores. É importante que essa comissão faça uma articulação com os órgãos dos sistemas de Segurança e Justiça.

Nesta etapa na Amams o encontro será realizado com os Nucas que é o Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA) que tem um papel fundamental neste processo de mobilização, buscando promover participação e protagonismo social. Este evento contará com a presença da Lina Raquel, que ofertara oficina junto aos adolescentes no intuito de contribuir no processo de mobilização vinculado a pauta. O selo Unicef ocorre para monitorar como os municípios estão investindo de políticas públicas voltadas para o público infanto juvenil, o qual implica também nos indicadores sociais na garantia da defesa e proteção da criança e adolescentes.

Essa atividade integra a agenda do Selo Unicef, edição 2021-2024, e dialoga com os encaminhamentos e discussões da Conferência das Partes (COP), os quais são o resultado da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas. “O diálogo entre Unicef, adolescentes e jovens busca formas para garantir e fortalecer políticas públicas que protejam os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável. O aumento do calor, as cheias e secas dos rios, a poluição, o aumento do nível do mar, a extinção de espécies e outros efeitos das mudanças climáticas afetam de forma mais grave os quilombolas, os indígenas, os ribeirinhos e os mais vulneráveis. É essa população que necessita estar envolvida nessa discussão para que País avance no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e na ação ambiental global”, explica Mário Volpi, coordenador do Selo Unicef e chefe da Divisão de Desenvolvimento e Participação de Adolescentes do Unicef Brasil.

O encontro apresentará uma metodologia para as mudanças climáticas, com ênfase nos temas de soberania alimentar, segurança hídrica, gênero, raça e etnia, e participação de adolescentes e jovens na Agenda Climática. Para Lucinete Bezerra, coordenadora de projetos da Visão Mundial, o encontro presencial dos Nucas é um momento para capacitar as potencialidades dos adolescentes. “Esse encontro é um momento especial para os adolescentes, pois, por ser muito esperado por eles, preparamos uma programação com uma metodologia voltada para a troca de experiências de forma didática e lúdica, para que eles possam levar esse aprendizado para suas famílias, escolas e comunidades”, explica Lucinete.

Além disso, cada município poderá atualizar o Plano de Ação Integrado do Nuca, bem como apresentar os desafios da maratona #EntreNoClimaUnifec, a plataforma UReport e a iniciativa 1 Milhão de Oportunidades. “As mudanças climáticas com certeza é um tema relevante para debater e construir possíveis soluções com os adolescentes dos Nucas, pois se trata de uma realidade que já implica nessa geração. No entanto, esses adolescentes também são uma grande potência para ajudar a minimizar esses impactos, pois conseguem ser multiplicadores de conhecimentos, bem como são detentores de grandes ideias capazes de fazer grandes transformações”, afirmou Lourrana Souza, mobilizadora de adolescentes de Jordão.

O Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca) integra a metodologia do Selo Unicef, que reúne uma rede — plural, diversa e representativa — de adolescentes. É um espaço composto por meninas e meninos, entre 12 e 17 anos, sob a coordenação de um mobilizador de adolescentes, indicado pela gestão municipal. Nesta edição do Selo Unicef, o Nuca é estimulado a desenvolver ações que envolvam os temas: mudanças climáticas; prevenção da gravidez não intencional na adolescência; enfrentamento do racismo e das violências; e o empoderamento de meninas e promoção da igualdade de gênero, além de discutir questões indispensáveis sobre seus direitos, implementam ações e levam suas reivindicações à gestão pública municipal.

Encontro discutirá mudanças climáticas
O auditório da Amams será palco de debate sobre impacto das mudanças climáticas com adolescentes nesta quarta-feira

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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