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SES-MG promove 1º Seminário de Supervisão Clínico-Institucional

Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realiza, nesta quinta-feira (19/10), em Montes Claros, o 1º Seminário de Supervisão Clínico-Institucional nos Centros de Atenção Psicossocial

A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realiza, nesta quinta-feira (19/10), em Montes Claros, o 1º Seminário de Supervisão Clínico-Institucional nos Centros de Atenção Psicossocial: Experiências Bem Sucedidas nas Macrorregiões Norte de Minas e Jequitinhonha. Mais de 170 profissionais de várias áreas confirmaram participação no evento, que começa às 8 horas, no auditório da Funorte, Campus São Norberto, Rua Joaquim Costa, 491, Centro.

Referência técnica em saúde mental na Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros (SRS), Alcina Mendes Brito explica que o objetivo do seminário é “apresentar e compartilhar com gestores, trabalhadores, usuários, familiares e com o coletivo de supervisores nas redes de atenção psicossocial as experiências de supervisão clínicoinstitucional induzidas pelo incentivo da SES-MG, destacando os avanços obtidos e os desafios em direção à qualificação dos serviços”.

Na área de abrangência da SRS, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), mantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), há 24 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS); 50 leitos de saúde mental instalados em hospitais; dois serviços residenciais terapêuticos; duas unidades de acolhimento e 13 centros de convivência e cultura.

A RAPS é um instrumento para o cuidado integral à saúde mental. As diretrizes e princípios da Rede acontecem por meios intra e intersetoriais e se apoia na Política Nacional de Saúde Mental, coordenada pelo Ministério da Saúde, com ações de promoção da saúde mental; prevenção de agravos; assistência e cuidado; bem como reabilitação e reinserção das pessoas com transtornos mentais. As diretrizes e ações da RAPS são pautadas em evidências científicas, buscando a implementação de ações ancoradas nas melhores práticas para disponibilizar, de forma efetiva, cuidados adequados à população.

PROGRAMAÇÃO

O 1º Seminário de Supervisão Clínico-Institucional será aberto pela superintendente regional de saúde de Montes Claros, Dhyeime Thauanne Pereira Marques. Em seguida, a primeira palestra será proferida pela psicóloga Vanuse Maria Resende Braga, representando a diretora do Departamento de Saúde Mental Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde. Ela falará sobre “A Rede de Atenção Psicossocial no Brasil e o Dispositivo de Supervisão ClínicoInstitucional: Desafios e Perspectivas de Avanços”.

Às 10 horas, supervisores clínicos e relatores de grupos de trabalho participam da primeira mesa temática, tendo como tema “Caminhos pelo Sertão: Efeitos Transversais da Supervisão Clínico-Institucional”. A segunda mesa temática, às 13h30, abordará “Efeitos e Impactos da Supervisão Clínico-Institucional nos Municípios na Perspectiva dos Atores Sociais da Saúde Mental: O que mudou no serviço a partir da supervisão”? Para esta etapa, foram convidados para participar das discussões trabalhadores de CAPS, familiares e/ ou usuários de serviços de saúde mental.

Às 14h30, referências técnicas de saúde mental da SES-MG, gestores e coordenadores municipais de saúde mental, álcool e outras drogas, participam da terceira mesa temática, focando as “Expectativas e Resultados do Investimento na Supervisão Clínico-Institucional na Perspectiva da Gestão SES-MG com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems)”.

SES-MG promove 1º Seminário de Supervisão Clínico-Institucional
CAPS de Janaúba integra a Rede de Atenção Psicossocial da região

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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