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Lions distribui mudas e pede reflexão sobre desmatamento na região

A distribuição de mudas de árvores frutíferas e ornamentais aconteceu na Praça Idalina Lopes, no Bairro Clarindo Lopes, em Montes Claros

O Lions Clube Montes Claros Sertanejo distribui mudas de árvores frutíferas e ornamentais na manhã de domingo (21), durante o Dia da Árvore, em evento na Praça Idalinda Alvarenga Lopes, no Bairro Clarindo Lopes, nas imediações da sede do clube, quando pediu uma reflexão sobre a importância do Norte de Minas lutar contra o desmatamento, usado para produzir carvão e que, como consequência, causou a seca, fenômeno climático comum na região.

O ambientalista e vereador Soter Magno, da ONG Ovive, associado do Lions, parabenizou o clube por promover este evento, lembrando que o importante é não esquecer a data. A presidente do clube, Tania Raquel Muniz reforçou a importância da data, numa época que o mundo discute as mudanças climáticas. A Assessora Distrital de Meio.

Ambiente do Lions, Catarina Durães Caldeira reforçou a importância do plantio de arvores neste momento em que o Brasil é foco do mundo na área ambiental.

Ainda em sua fala, Soter Magno lembrou que, atualmente, com 70 anos de idade, já plantou aproximadamente 35 mil árvores, sendo esta sua contribuição como ambientalista para as futuras gerações. Ele salientou, que o ato de plantar arvores, ajuda a transformar a terra em planeta azul e que o Norte de Minas foi muito afetado pelo desmatamento indiscriminado, para a produção de carvão, e isso gerou a escassez hídrica, com a seca, deixando várias famílias sem água, até mesmo para consumo humano. O morador José Antônio Barbosa, que mora no Clarindo Lopes, fez questão de participar do evento e agradeceu ao Lions pela iniciativa, pois, fará questão de plantar a muda de goiaba, no quintal da sua casa, como forma de dar sombra. Ele salientou que Montes Claros sofre com o forte sol de agosto a novembro, quando chega a um clima similar de deserto.

O Lions Sertanejo tem uma proposta ambiental de construir barragens tanques, que faz a retenção das águas das chuvas, para ser usada no período da seca. Esta é a tecnologia mais barata e prática existente no Brasil. São usadas pedras colocadas no leito dos córregos e rios. O Lions Sertanejo está concluindo a elaboração deste projeto, para propor a Fundação Lions a sua execução em Minas Gerais.

A distribuição de mudas de árvores frutíferas e ornamentais aconteceu na Praça Idalina Lopes, no Bairro Clarindo Lopes, em Montes Claros

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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