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Gil cobra mais apoio para gerar novos empregos

Painéis fotovoltaicos compartilhando espaços com a pecuária e a agricultura, produzindo simultaneamente alimentos e energia.

Painéis fotovoltaicos compartilhando espaços com a pecuária e a agricultura, produzindo simultaneamente alimentos e energia. Ou essas placas sombreando áreas de seca e extremo calor, evitando que culturas de hortaliças se queimem, enquanto também geram energia elétrica. Foram exemplos apresentados na última quarta-feira, em audiência da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa, realizada por solicitação do seu presidente, deputado Gil Pereira, do PSD, demonstrando o potencial que está prestes a se tornar realidade no Estado com o projeto-piloto de Sistemas Agrovoltaicos.

“Devido à sua potencial importância econômica e social, com excelentes reflexos para os pequenos produtores, é necessário direcionar mais recursos à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), além de mais incentivos para que também a agricultura familiar seja beneficiada com a produção de energia solar fotovoltaica”, ressaltou Gil Pereira.

O deputado salientou a importância de o projeto começar pelo município norte-mineiro de Jaíba, mas expôs suas expectativas quanto à sua ampliação: “Esta iniciativa é importante em especial para o Norte de Minas, mas queremos que seja estendida aos 853 municípios mineiros”.

Assim, foram aprovados na reunião requerimentos, assinados pelo presidente da Comissão e outros parlamentares, cobrando providências e apoio de instituições ao pioneiro projeto, incluindo o Ministério de Minas e Energia e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

JAÍBA SEDIARÁ PILOTO – No Norte de Minas, a primeira unidade-piloto será instalada no Campo Experimental de Mocambinho, no município de Jaíba, onde placas de energia solar deverão ser implantadas sobre culturas como feijão, alternadas com as de frutas e outros grãos. No Centro-Oeste do Estado, o segundo piloto será implantado no Campo Experimental de Santa Rita, em Prudente de Morais, e deverá avaliar a associação do sistema com a pecuária.

Em Minas Gerais, com investimentos iniciais de R$ 10,5 milhões, também participam da empreitada, pioneira no Brasil, a Cemig, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), além da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapemig), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e do Instituto Fraunhofer (Alemanha e Chile).

PRODUTIVIDADE E ECONOMIA – O diretor de Operações Técnicas da Epamig, Trazilbo José de Paula Júnior, que representou no encontro a presidente, Nilda de Fátima Soares, explicou que o sistema agrovoltaico propõe modelo de geração de energia com base na tecnologia fotovoltaica, em combinação harmônica com a produção agropecuária, podendo oferecer maior produtividade e economia de recursos.

Usado comercialmente na Europa e na Ásia, o maior potencial do sistema é estimado justamente para regiões semiáridas, onde os painéis fotovoltaicos fornecem sombra, protegendo os cultivos e permitindo uso mais eficiente da água. “Muitos proprietários do Norte de Minas, por exemplo, estão arrendando ou vendendo suas terras para projetos fotovoltaicos, sem imaginar que poderiam continuar na região produzindo alimentos e energia”, ressaltou Trazilbo de Paula Júnior.

ENSAIOS E MODELOS – O diretor da Epamig destacou, ainda, que o projeto mineiro terá ensaios e estudos para mostrar viabilidade prática do sistema agrovoltaico. A partir daí, o objetivo é recomendar modelos ideais que poderão ser visitados por produtores: “Projeto é estratégico para os parceiros e relevante também para a Cemig, demandando soluções que possam de fato ser aplicadas em condições reais. Porém, de antemão, não há dúvida sobre o potencial da iniciativa”.

Serão estudados materiais, placas, soluções para a limpeza do sistema, incluindo o recolhimento de água para uso na irrigação, e monitorados parâmetros de clima e solo, dentre outras etapas. Existem iniciativas similares em curso em outros países, como China, Holanda, Japão e Chile. “Ainda são poucos os países que adotam o sistema, mas há avanços ocorrendo rapidamente”, frisou o técnico.

No Japão, a adoção do sistema está focada, por exemplo, em culturas de chás e arroz; na Holanda, na cobertura da produção de frutas e flores; na China, em combater a desertificação de áreas com o sombreamento de placas, possibilitando a irrigação por gotejamento e recuperação de áreas até então improdutivas; e, no Chile, há iniciativas com várias culturas. “Minas precisa ser pioneira por se destacar na cafeicultura”, apontou o representante da Epamig.

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