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Estudante traz medalha das Filipinas para Montes Claros DIVULGAÇÃO

Marcos Paulo retorna das Filipinas a Montes Claros com medalha de bronze na bagagem

Os medalhistas da 36ª edição da Olimpíada Internacional de Biologia (IBO), realizada nas Filipinas, foram anunciados no último sábado, 26. Representando o Brasil, participaram os estudantes Caroline Ayumi Okumura (Colégio Etapa), Gustavo Jun Anraku Oda (Colégio Objetivo), Henrique Pongelupp Oliveira (Colégio Etapa) e Marcos Paulo Gonçalves Santos (Colégio Prisma), todos medalhistas de ouro na Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB), etapa que os credenciou à competição internacional.

Destaque entre os representantes brasileiros, Marcos Paulo Gonçalves Santos, aluno do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Prisma, de Montes Claros (MG) conquistou a medalha de bronze. Veterano em competições científicas, ele já havia sido premiado com medalha de ouro na 17ª edição da Olimpíada Ibero-Americana de Biologia (OIAB), realizada em 2024, em Cuba.

“É como se um filme passasse pela minha mente. Gostaria de dizer que estou atônito, mas estou sereno. Cada aula, cada professor, pesquisador e cientista que me ajudou… tudo faz sentido e se conclui nesta experiência maravilhosa que vivi nessa semana. Sou grato a Deus, à minha família, aos meus professores, à OBB, ao Instituto Butantan e a todos que participaram, de alguma forma, do meu caminho”, afirmou Marcos Paulo.

PREMIAÇÕES – Além da biologia, Marcos acumula mais de 20 premiações em olimpíadas de ciências, matemática, física, medicina, raciocínio lógico, biotecnologia, português e outras áreas do conhecimento. Ainda no 8º ano, conquistou ouro na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC). Nos anos seguintes, repetiu o desempenho e chegou a receber a medalha diretamente das mãos de ministros, em cerimônia oficial no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em Brasília.

Em matemática, destacou-se na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas (OBMEP), ficando entre os 300 melhores do país entre mais de 18 milhões de participantes. Foi também classificado para a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e ingressou no Programa de Iniciação Científica (PIC), com aulas avançadas de nível universitário.

Seu desempenho acadêmico já rendeu resultados também no ensino superior: ainda no 2º ano do Ensino Médio, foi aprovado em Medicina pela Unimontes, conquistando o 3º lugar geral no vestibular tradicional — entre mais de 39 mil candidatos — além de ter sido o 1º colocado nas duas primeiras etapas do PAES, processo seletivo seriado da instituição.

COMPETIÇÃO MUNDIAL – A IBO, realizada em 2025 entre os dias 20 e 27 de julho, na cidade filipina de Quezon, é a maior competição mundial de biologia para estudantes do Ensino Médio. O objetivo da olimpíada é identificar e incentivar talentos, além de promover o desenvolvimento de futuros cientistas

Além de se destacarem na OBB, os quatro representantes brasileiros também apresentaram os melhores desempenhos em uma capacitação realizada pelo Instituto Butantan, voltada à seleção dos estudantes que representarão o Brasil tanto na IBO quanto na Olimpíada Ibero-Americana de Biologia (OIAB), que ocorrerá de 7 a 14 de setembro, na Colômbia.

Durante as provas internacionais, os estudantes são acompanhados por uma equipe de pesquisadores, responsáveis por apoiar os jovens durante toda a estadia e traduzir os testes para o português. A comitiva é composta pela pesquisadora científica do Instituto Butantan, coordenadora da OBB e presidente do Fórum Nacional de Olimpíadas Científicas, Sonia Andrade Chudzinski; pelo pesquisador do Laboratório de Desenvolvimento e Inovação do Butantan, José Ricardo Jensen; e pela educa dora Luciana Carapunarla, da Secretaria da Educação de Pernambuco.

SOBRE A OBB – O Instituto Butantan é responsável pela organização da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) desde 2017. Por meio da competição, milhares de estudantes do Ensino Médio de todo o país participam de provas elaboradas pelos cientistas da instituição, com o objetivo de aproximá-los da pesquisa científica. Os estudantes com melhor desempenho participam de treinamento nos laboratórios do Butantan, seguido por seletiva internacional que define os representantes brasileiros na IBO e na OIAB.

Os jovens em fase de vestibular podem utilizar sua participação nas olimpíadas internacionais como critério de ingresso em instituições de ensino superior que reservam vagas olímpicas. Entre elas estão a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Universidade Federal do ABC (UFABC) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A OBB é realizada pelo Instituto Butantan com apoio da Fundação Butantan, da Escola Superior do Instituto Butantan (ESIB), do Centro de Toxinas, Resposta Imune e Sinalização Celular (CeTICS), do Centro de Excelência para Descoberta de Novos Alvos Moleculares (CENTD), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Federal de Biologia e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Marcos Paulo retorna das Filipinas a Montes Claros com medalha de bronze na bagagem

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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