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Dengue e chikungunya causaram a morte de 1.170 pessoas em Minas

Até a última semana de outubro, Minas Gerais registrou 1.690.878 casos prováveis de dengue

Até a última semana de outubro, Minas Gerais registrou 1.690.878 casos prováveis de dengue. Desse total, foram confirmados por meio de exames laboratoriais 1.314.747 casos para a doença. No período, foram confirmados 1.061 óbitos por dengue no Estado, sendo que 425 estão em investigação. Em relação à febre chikungunya, neste ano foram registrados 163.102 casos prováveis da doença, dos quais 141.133 foram confirmados. No período, 109 óbitos foram confirmados por chikungunya em Minas Gerais e 31 estão em investigação. Quanto ao zika vírus, até o momento foram registrados 208 casos prováveis e foram confirmados 42 casos da doença, sem a ocorrência de óbitos.

Entre outros temas, nesta quinta-feira, o Seminário Macrorregional de Arboviroses abordará o cenário epidemiológico atualizado das doenças no Estado e as perspectivas para o período sazonal 2024/ 2025. Equipe da Coordenação Estadual de Vigilância das Arboviroses (Cevarb) dará enfoque às ações preparatórias, com atualização dos planos municipais de contingência; controle vetorial; vigilância dos casos e óbitos; e a organização da assistência à saúde por meio da vigilância laboratorial. As ações de comunicação e mobilização e o trabalho da gestão na resposta às emergências encerrarão o primeiro dia do Seminário.

SEXTA-FEIRA

Nesta sexta-feira, a programação abordará o diagnóstico das arboviroses e a vigilância laboratorial; os impactos da organização dos processos de trabalho na atenção primária à saúde; organização dos serviços de saúde; o cenário epidemiológico da dengue, chikungunya, zika, febre amarela e febre oropouche. Ainda no segundo dia do Seminário, médicos e enfermeiros vão participar de exposições sobre o manejo clínico e atualizações sobre a dengue, bem como da febre de Oropouche.

MUTIRÃO

 Neste sábado (9/11), numa iniciativa proposta pela Secretaria de Estado da Saúde, municípios de todas as regiões vão realizar mutirões de limpeza, com o recolhimento de materiais inservíveis. O objetivo é evitar que, com a ocorrência e alternância de períodos de chuva e estiagem, a proliferação de focos do mosquito Aedes aegypti saia do controle e, com isso, aumente a transmissão de doenças.

Até essa quarta-feira (6/11), 13 municípios do Norte de Minas já tinham confirmado a realização de mutirões: Montes Claros; Taiobeiras; Mato Verde; Padre Carvalho; Mirabela; Riacho dos Machados; São João da Lagoa; Coração de Jesus; Rio Pardo de Minas; Francisco Dumont; Vargem Grande do Rio Pardo; Matias Cardoso e Bocaiúva. Outros 13 municípios informaram à SRS que vão realizar mutirões de limpeza em outras datas, e cinco localidades comunicaram que o trabalho já foi executado há algumas semanas.

Até a última semana de outubro, Minas Gerais registrou 1.690.878 casos prováveis de dengue

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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