[views count="1" print="0"]

Cobrança adicional volta após 2 anos e conta de luz fica mais cara

Depois dos alegres festejos juninos, que finalizaram no sábado (29) com as comemorações a São Pedro e São Paulo, os brasileiros, incluindo o Norte de Minas, começou o mês de julho, iniciado segunda, com uma notícia bastante desagradável: de agora em diante, em todo o Brasil a conta ficará mais cara R$ 1,88 a cada 100 kilowatt-hora.

Depois dos alegres festejos juninos, que finalizaram no sábado (29) com as comemorações a São Pedro e São Paulo, os brasileiros, incluindo o Norte de Minas, começou o mês de julho, iniciado segunda, com uma notícia bastante desagradável: de agora em diante, em todo o Brasil a conta ficará mais cara R$ 1,88 a cada 100 kilowatt-hora.

Isso porque o governo federal acionou a partir deste mês a bandeira amarela nas tarifas de energia elétrica, o que ocasionará cobrança adicional no valor. Os preços ficarão mais caros para todo mundo. A adoção dessa modalidade acontece mais de dois anos após a recorrência da bandeira verde sem adicional de cobrança na conta, em 2022.

As mudanças climáticas, que começam a ficar imprevisíveis, têm interferência. Se encerrando hoje, o período sem cobrança adicional que o Brasil viveu só foi possível graças as condições favoráveis de geração de energia com níveis satisfatórios dos reservatórios das hidrelétricas. “Esse cenário de escassez de chuvas, somado ao inverno com temperaturas superiores à média histórica do período, faz com que as termelétricas, com energia mais cara que hidrelétricas, passem a operar mais”, informou a Aneel em comunicado.

Em várias cidades, onde já reinavam as reclamações dos altos preços de energia elétrica, a ‘novidade’ pegou a todos de surpresa. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) os o acionamento da bandeira amarela se deu por causa das previsões de chuvas 50% abaixo da média no segundo semestre, temperaturas mais altas e expectativa de crescimento da carga e do consumo de energia no mesmo período.

Para o dono de um mercadinho no Dois de Julho, Rafael Argolo, o governo federal deveria encontrar formas de não levar as intempéries do clima para o bolso do consumidor.

“Já gastamos tanto, temos visto uma inflação que não se estabilizou conforme o prometido. A gente que é comerciante tem feito milagre para não levar tanto aumento para nossos clientes, e agora o governo federal chega com mais essa surpresa que vai afetar o bolso de todo mundo, porque nossos produtos também vão ficar mais caros, e nossos clientes vão reclamar”, reclamou.

Pensamento similar tem a dona de casa Carmela Conceição, 55 anos, moradora da Saúde. “A conta de luz aumenta o preço da energia nas nossas casas, mas aumenta os valores de tudo, dos mercados, dos restaurantes. É um custo a mais no nosso dia a dia”, afirmou. “É por isso que a gente vê cada vez mais gente fazendo gato, que é crime, mas as pessoas não têm como pagar, infelizmente”, reforçou.

Para a Aneel, o sistema de bandeiras – além da verde e da amarela há a vermelha, mais cara – estimula o próprio consumidor a controlar sua tarifa, economizando energia e, assim, diminuindo a necessidade do sistema todo de acionar as termelétricas. Especialistas lembram que o acesso a energia elétrica deve se tornar essencial para a consumação dos direitos sociais previstos na Constituição Federal.

A Tarifa Social de Energia Elétrica é uma iniciativa que permite aos consumidores de baixa renda pagar menos, com benefícios podem chegar a 100% de desconto, a depender do consumo mensal, sendo concedido apenas para consumidores residenciais.

Há várias dicas de economia com adoção de atitudes simples no dia a dia. Segundo a empresa, diminuir o uso de ar-condicionado, de ventiladores e chuveiros elétricos, ligar a luz só quando realmente for necessário e utilizar as que são de LED, são algumas das recomendações.

No caso de ar-condicionado e ventilador, o recomendado é manter a temperatura do aparelho entre 23ºC e 25ºC e programar o desligamento automático durante a madrugada. A outra opção é adquirir aparelhos com a tecnologia Inverter, onde há melhor uso do compressor. Outro detalhe importante é conferir a manutenção do aparelho, limpar filtros e saídas de ar a cada duas semanas.

No caso de compra de um aparelho, optar por modelos Split, dotados de tecnologia Inverter. Eles são até 60%, evitando picos de energia.

No chuveiro elétrico, a opção verão consome até 30% menos energia. Além disso, deve-se tomar banhos rápidos, e desligar a água quando estiver ensaboando. No caso de geladeiras, deve-se verificar a borracha de vedação e evitar alimentos quentes; manter o aparelho a pelo menos 10 centímetros de distância da parede, evitando que o calor aumente excessivamente na parte traseira. Deve-se abrir a geladeira o mínimo de vezes possível.

Para se ter mais luminosidade nos ambientes, evitar paredes escuras; optar por lâmpadas LED e econômicas e apagar sempre que sair do cômodo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendadas a você

O lançamento da campanha de Apadrinhamento de Natal ocorreu no auditório da Ejef, em Belo Horizonte
Solidariedade e Pertencimento: O Natal da Criança Acolhida em Minas Gerais
Sancionada lei do Move Brasil para frotas urbanas
Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
SUS alcança mais de 1 milhão de crianças vacinadas
Terceira unidade do país vai apoiar todo o Sudeste em casos de ondas de calor, enchentes e outros eventos extremos ligados ao El Niño
Força Nacional do SUS recebe base regional no Rio para atender o Sudeste
Primeiro produto da plataforma nacional, vacina contra a Covid-19 avança para testes clínicos
Brasil consolida desenvolvimento de vacinas com RNA
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
MS destaca ações para enfrentar a judicialização
larissa jaiba
Minas Urbano incentiva jovens em Jaíba
CORAÇÃO DE JESUS
Credinor patrocina Vaquejada de Coração
AGU garante piso mínimo do frete e fiscalização
Padre realizará romaria em julho
Atendimento ao CAIC Maracanã
Prorrogado prazo para isenção da taxa de inscrição do Enem
Filhos da Terra” leva arte e identidade a escolas públicas
Esquadrão da Vida atua há mais de três décadas no cuidado e prevenção em comunidades
Maus-tratos poderão ter sistema nacional
Feira Brasil na mesa começa hoje
Preço do suíno cai 32% em Minas 
155 ANOS: UMA HISTÓRIA DE CUIDADO, EVOLUÇÃO E FUTURO
Sigma é escolhida pela Nasdaq para tocar sino na Semana do Clima de Nova York após atingir 100% de circularidade 
Pouso Alegre terá novo centro de distribuição 
OAB-MG reúne entidades mineiras em manifesto pela Constituição, Justiça e República