Nova convenção coletiva prevê reposição da inflação e aumento real de 0,6% nos salários
Os funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil (BB) de Montes Claros e do Norte de Minas estão em greve por tempo indeterminado desde quinta-feira (10) com cartazes vermelhos: “Estamos em greve”. Nas agências da Caixa, Montes Claros Shopping, Rua Dr. Santos, Veredas, no centro, a paralisação é geral e acontece após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No Banco do Brasil, também nas três agências do Trevo da Rodoviária, centro e Avenida Deputado Esteves Rodrigues (Sanitária), a greve é parcial e ocorre apenas nas bases sindicais que não aprovaram o acordo da categoria.
A greve da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários em assembleia encerrada no dia 4 de agosto. Segundo a entidade, a paralisação é nacional. No BB, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi aprovada por parte dos sindicatos, mas rejeitada por outras 60 entidades.
Os bancários e bancárias do Banco do Brasil e da Caixa entraram em greve por tempo indeterminado no Espírito Santo. Em relação à Caixa, a adesão à greve atinge a maioria dos estados. No BB, a paralisação é parcial. Em relação aos bancos privados, o Comando Nacional dos Bancários e Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) assinaram a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) na quarta-feira. Portanto, as agências dos bancos privados abriram normalmente nessa quinta-feira (10) em todo o país.
Os empregados e empregadas da Caixa aderiram maciçamente à paralisação programada para esta quinta (10). Em muitos estados a rejeição ao Acordo Coletivo de Trabalho foi superior a 90%. No Espírito Santo chegou a 96%. Segundo a Fenae, a proposta foi rejeitada em 128 bases sindicais. Em 93 delas, os empregados decidiram pela greve por tempo indeterminado a partir do dia 10. Em outras 35 bases, também houve rejeição à proposta, com a decisão de retomar as negociações. Nas demais, a proposta foi aprovada.
O principal impasse para as negociações com a Caixa avançarem continua sendo o Saúde Caixa. Grande parte da insatisfação da categoria se sustenta na intransigência da Caixa em não apresentar uma solução para o grave problema de déficit do Saúde Caixa. A proposta do banco ameaça princípios históricos conquistados pelos empregados, como a solidariedade e o pacto intergeracional. A categoria também critica a previsão de reajustes do plano que aumentam de acordo com a idade dos participantes.
A exemplo da Caixa, os interlocutores do Banco do Brasil também pediram a retomada das negociações após as assembleias em boa parte das bases decidirem pela rejeição do ACT. As negociações foram reabertas na terça (08), mas não houve avanços. O BB manteve a proposta apresentada anteriormente. Objetivamente, a reunião serviu apenas para o banco fazer esclarecimentos sobre pontos que haviam ficado pendentes na rodada de negociações da semana passada, como o pagamento de R$ 3 mil referente à Campanha de Adimplência 2026.
Segundo o banco, cerca de 71,5 mil funcionários serão público-alvo do bônus, isto é, todos os funcionários lotados em áreas de negócio e apoio. Os funcionários de áreas táticas e estratégicas não estão no público-alvo.
Questionado, o BB reafirmou que não se trata de nova meta e nem meta individual, o atingimento da adimplência já está colocado para as unidades do banco e caso o banco atinja esse índice todo o público-alvo, 71,5 mil funcionários, irá receber o valor de R$ 3 mil.
Na reunião, a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) questionou o banco sobre a prorrogação da ultratividade, mas os interlocutores do BB não se manifestaram.