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Brasil precisa reduzir dependência de fertilizantes importados, alerta liderança do agro 

Artigo destaca risco estratégico para produção agrícola e defende avanço em produção nacional de insumos

O Brasil consolidou, nas últimas décadas, uma das maiores transformações agrícolas do mundo, impulsionada por investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Instituições como a Embrapa, universidades e centros de pesquisa foram fundamentais para tornar produtivos solos antes considerados inviáveis, elevando o país à condição de potência agropecuária global.

Hoje, o Brasil garante a segurança alimentar interna e se tornou um dos principais fornecedores de alimentos do mundo, com papel relevante no abastecimento de mercados como o da China. No entanto, essa força produtiva convive com uma fragilidade estrutural: a dependência externa de fertilizantes.

  • Dependência externa expõe vulnerabilidade

Atualmente, cerca de 92% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A dependência envolve os três principais nutrientes agrícolas:

  • Nitrogênio (N)
  • Fósforo (P)
  • Potássio (K)

O cenário se torna ainda mais sensível diante de tensões geopolíticas internacionais, que podem impactar diretamente o abastecimento e os custos desses insumos.

  • Potencial interno existe, mas não é explorado

O país possui condições para avançar na produção nacional, mas enfrenta entraves:

  • Potássio: há reservas, porém com dificuldades logísticas, ambientais e regulatórias
  • Fósforo: produção já existe, mas ainda insuficiente frente à demanda
  • Nitrogênio: há matéria-prima (gás natural) e capacidade industrial, mas falta investimento em plantas como as de ureia

Na prática, o Brasil tem potencial para reduzir significativamente sua dependência, especialmente no caso do nitrogênio, mas isso ainda não se traduz em política estruturada.

  • Falta de estratégia nacional preocupa

A ausência de uma política de Estado voltada à segurança no fornecimento de insumos é apontada como um dos principais riscos para o agro brasileiro — setor que segue como um dos motores da economia.

Mesmo com avanços no uso de bioinsumos, os fertilizantes minerais continuam sendo essenciais para garantir:

  • Produtividade
  • Competitividade internacional
  • Segurança alimentar

Desafio é transformar potencial em prioridade

A avaliação é clara: um dos maiores produtores de alimentos do mundo não pode depender quase totalmente de insumos externos.

O país reúne:

  • Recursos naturais
  • Conhecimento técnico
  • Capacidade industrial

O que falta é transformar esse conjunto em uma estratégia nacional consistente.

  • Papel do setor produtivo

O Sistema Faemg Senar destaca que continuará atuando ao lado dos produtores rurais, incentivando:

  • Adoção de tecnologias
  • Eficiência produtiva
  • Gestão sustentável

O objetivo é manter o agro mineiro e brasileiro competitivo, mesmo diante de um cenário internacional instável e cada vez mais desafiador.

  

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