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Sebrae estimula empreendedor com acesso facilitado ao crédito

A facilidade de acesso ao crédito é um dos principais estímulos aos pequenos negócios

Em 2025, o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), coordenado pelo Sebrae, completa 30 anos como um dos principais instrumentos de apoio ao empreendedorismo no Brasil. Criado para facilitar o acesso ao crédito para pequenos negócios, o Fampe atua como avalista junto às instituições financeiras, viabilizando recursos para quem precisa investir, crescer ou recomeçar.

Nos cinco primeiros meses deste ano, a atuação do Fundo já garantiu R$ 1,6 bilhão em crédito no país — um crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2024. Minas Gerais se destaca como o estado com maior volume de operações: R$ 409,6 milhões em crédito liberado, com R$ 296 milhões em garantias concedidas. No total, o estado registrou 6.543 operações no período

Desde sua criação até maio de 2025, o Fampe viabilizou mais de 655 mil operações de crédito no país, totalizando R$ 36,03 bilhões em financiamentos e R$ 26,46 bilhões em garantias. O número de empresas beneficiadas ultrapassa 517 mil, com um ticket médio de R$ 40,36 mil por operação. Em Minas Gerais, foram realizadas 114.297 operações, que somam R$ 5,45 bilhões em crédito financiado e R$ 3,72 bilhões em garantias, atendendo a 86.966 empresas. O estado representa 17,4% de todas as operações realizadas no país e 15,1% do total financiado, com ticket médio de R$ 32,56 mil.

PROTAGONISMO FEMININO – O Fampe também tem evoluído para atender públicos específicos com maior dificuldade de acesso ao crédito. Um exemplo é a linha Fampe Mulheres, lançada em março de 2025. Pela primeira vez, o fundo passou a oferecer garantia de até 100% do valor financiado para mulheres empreendedoras. Apenas em Minas Gerais, essa modalidade já garantiu mais de R$ 1,1 milhão em crédito para empresárias mineiras.

A belorizontina Marina Ulhôa Carvalho recorreu à linha Fampe Mulheres neste ano, com o objetivo de investir na marca própria de cosméticos da sua empresa, a Fusili. Fundada em 2020 e dedicada a cuidados especializados em cabelos ondulados, cacheados e crespos, a Fusili gera três postos de trabalho direto: um em regime CLT e outros dois por meio da Lei do Salão Parceiro. “Vou aplicar o recurso no desenvolvimento, produção e expansão da nossa linha de produtos de Cosméticos Responsáveis e de Impacto (OCCs), e na divulgação estratégica da marca e canais de venda”, conta.

A empresária, que foi vencedora estadual do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios em 2022, na categoria Microempresa Individual (MEI), já recorreu ao Fampe duas vezes. “O primeiro financiamento, em 2023, permitiu que a gente expandisse a empresa. Alugamos uma loja maior, reformamos e montamos toda a estrutura para aumentar a nossa capacidade em mais de 100%”, lembra.

GARANTIA, ORIENTAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO – O sucesso do Fampe reflete o papel estratégico do Sebrae na construção de um ambiente mais favorável para os pequenos negócios. “A instituição atua como ponte entre o empreendedor e o crédito e como parceira estratégica para que esses recursos se transformem em melhores condições para empreender crescer, inovar e acessar mercado”, afirma o gerente de Desenvolvimento Territorial e Serviços Financeiros do Sebrae Minas, Rogério Corgosinho.

Além da garantia, o Sebrae oferece um serviço fundamental: o programa Crédito Assistido. Por meio dele, os empreendedores recebem orientação personalizada sobre como aplicar de forma eficiente os recursos obtidos, com foco em gestão, sustentabilidade e retorno. O acompanhamento abrange todas as etapas da operação, desde a tomada do crédito até sua utilização estratégica.

Com mais de 25 instituições financeiras conveniadas, o Fundo não empresta dinheiro diretamente, mas oferece a garantia necessária para que os empreendedores tenham acesso a linhas de crédito com mais facilidade. “É fundamental reforçar que o Sebrae oferece a seguran ça que o sistema financeiro precisa para liberar recursos, viabilizando crédito especialmente para quem tem mais dificuldade em apresentar garantias reais. A instituição não empresta dinheiro”, explica Corgosinho.

O Fampe beneficia microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME), empresas de pequeno porte (EPP) e pequenas agroindústrias. Ao facilitar o acesso ao crédito, o Fundo contribui diretamente para a geração de empregos, aumento da renda, inovação e dinamização da economia nos territórios.

JORNADA DE ACOMPANHAMENTO – Como forma de potencializar os resultados das operações com o Fampe, o Sebrae Minas lançou uma jornada de acompanhamento gratuita para os empreendedores que contrataram crédito com o apoio do Fundo. A trilha inclui diagnóstico financeiro, plano de ação personalizado e orientações práticas, com foco na organização financeira e crescimento sustentável. Testado em cidades como Teófilo Otoni e São Sebastião do Paraíso, o programa será expandido para todo o estado a partir de agosto.

A facilidade de acesso ao crédito é um dos principais estímulos aos pequenos negócios

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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