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Santa Casa Montes Claros cria Centro de Pesquisa Clínica

Nova equipe do Centro de Pesquisa melhora os protocolos assistenciais, fortalecendo a tomada de decisão médica

A Santa Casa Montes Claros deu mais um passo importante ao implantar o Centro de Pesquisa Clínica, uma área dedicada ao desenvolvimento de estudos científicos de alto rigor técnico, ético e metodológico. A iniciativa posiciona o hospital entre os grandes polos de pesquisa clínica do país, ampliando sua atuação para além da assistência e consolidando a integração entre cuidado, ciência, inovação e ensino.

O Centro de Pesquisa tem como objetivo conduzir e desenvolver estudos clínicos pautados em evidências científicas, produzindo dados confiáveis sobre a eficácia e a segurança de intervenções em saúde. Essas pesquisas contribuem diretamente para a melhoria dos protocolos assistenciais, fortalecendo a tomada de decisão médica e ampliando o acesso da população a terapias inovadoras. Com atividades iniciadas em julho de 2025, o Centro já está em plena operação, com cinco estudos aprovados e em andamento e outros três com início previsto para 2026, todos inseridos em grandes redes multicêntricas nacionais e internacionais.

Segundo o superintendente da Santa Casa Montes Claros, Maurício Sérgio Sousa e Silva, a criação do Centro de Pesquisa representa um divisor de águas para a instituição e para toda a região. “Estamos falando de um salto de qualidade na forma como cuidamos das pessoas. A pesquisa clínica nos permite oferecer aos nossos pacientes acesso a tratamentos inovadores, ao mesmo tempo em que produzimos conhecimento que beneficia toda a sociedade. É uma iniciativa que consolida a Santa Casa como um hospital que não apenas assiste, mas que também gera ciência, inovação e futuro para o norte de Minas”, afirma.

A coordenação do Centro de Pesquisa Clínica está a cargo do Dr. Luciano Freitas e da Dra. Ariela Mota, dois profissionais com sólida trajetória acadêmica, científica e assistencial. Dr. Luciano é médico infectologista, professor da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) e Diretor Clínico da Santa Casa Montes Claros, onde também coordena o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. Possui residência em Moléstias Infecciosas pelo Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto e mestrado em Biotecnologia, além de ampla experiência em ensaios clínicos multicêntricos nacionais e internacionais, especialmente nas áreas de doenças infecciosas e doenças negligenciadas.

A Dra. Ariela Mota é enfermeira, professora universitária e docente permanente do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da UNIMONTES, doutora e mestre em Ciências da Saúde, com pós-doutorado em Infectologia e Medicina Tropical pela Faculdade de Medicina da USP. Ela coordena projetos e ensaios clínicos multicêntricos financiados por instituições como o National Institutes of Health (NIH), a Fiocruz e a indústria farmacêutica.

De acordo com o Dr. Luciano Freitas, o foco principal é a pesquisa clínica, especialmente a condução de ensaios clínicos, considerados o padrão-ouro da ciência médica. De forma complementar, também são realizados estudos observacionais, pesquisas epidemiológicas e projetos voltados à inovação em saúde e à formação profissional.

“Os estudos envolvem principalmente medicamentos, mas também podem abranger dispositivos médicos, protocolos assistenciais e novas tecnologias, sempre em projetos multicêntricos desenvolvidos em parceria com outros hospitais e instituições do Brasil e do exterior. O Centro atende tanto pacientes do SUS quanto da saúde suplementar, garantindo que a pesquisa de ponta também esteja disponível para a população atendida pelo sistema público”, explica.

O Centro de Pesquisa é constituído por uma equipe multidisciplinar, composta por enfermeiros, biólogos e dentistas. Todos os projetos desenvolvidos passam por rigorosa avaliação ética e científica, sendo aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), vinculado à UNIMONTES, garantindo segurança, transparência e respeito aos participantes dos estudos.

Entre os estudos em andamento e com início previsto estão projetos de grande relevância científica e social, que envolvem desde a identificação de biomarcadores para o diagnóstico de febre reumática em crianças até pesquisas em doenças cardiovasculares hereditárias, hipercolesterolemia familiar, acidente vascular cerebral, doença de Chagas, genômica cardiovascular e o uso de inteligência artificial para o diagnóstico precoce de insuficiência cardíaca. Esses projetos contam com patrocínio e financiamento de instituições nacionais e internacionais, como o National Institutes of Health (NIH), a Universidade de Oxford, o CNPq, o HCor e a Alliança Diagnósticos, colocando a Santa Casa Montes Claros no mesmo circuito de pesquisa de grandes centros do Brasil e do mundo.

O Centro de Pesquisa Clínica mantém parcerias estratégicas com instituições como Novartis, Hospital do Coração (HCor), Brazilian Clinical Research Institute (BCRI), USP, UFMG, UFSJ, UNIMONTES e a Rede Telessaúde, fortalecendo o intercâmbio científico, a inovação tecnológica e a formação de profissionais de saúde.

Dr Luciano ressalta que “para os pacientes, o Centro representa acesso a novas terapias, exames avançados e acompanhamento especializado, muitas vezes antes mesmo dessas tecnologias estarem disponíveis na rotina convencional. Para os profissionais, abre oportunidades de capacitação, atualização científica e participação em pesquisas de alto nível”, complementa.

Nova equipe do Centro de Pesquisa melhora os protocolos assistenciais, fortalecendo a tomada de decisão médica

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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