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Região cobra em Brasília revisão de decreto ambiental

Lideranças rurais apresentaram o pleito em audiência com o vice-presidente Geraldo Alkmim, em Brasília

 Representantes da Socieda­de Rural de Montes Claros, do Sindicato dos Produtores Rurais e da Abanorte estão em Brasí­lia-DF mobilizando autoridades políticas em torno de uma pauta histórica que impacta diretamen­te o desenvolvimento do Norte de Minas. Na agenda, foi entregue ofício aos ministros Carlos Fáva­ro (MAPA), Paulo Teixeira (MDA) e ao vice-presidente Geraldo Al­ckmin, solicitando revisão do De­creto 6.660/2008, que normatiza a Lei 11.428/2006 e estabeleceu o atual mapa de aplicação da le­gislação ambiental.

 As entidades defendem a substituição desse mapa pelo mapa do IBGE, o que permitiria que mais de 3.7000,00 de hecta­res e cerca de 80 mil produtores fossem regulados pelo Código Florestal, de acordo com o bio­ma em que cada propriedade realmente se insere. Atualmente, a Mata Seca do Norte de Minas está enquadrada como parte do Bioma Mata Atlântica, o que restringe atividades produtivas essenciais para a região.

 “Estamos em Brasília levan­do a voz do produtor norte-minei­ro, que há décadas convive com uma legislação injusta e desa­tualizada. Nossa região precisa de segurança jurídica para pro­duzir e gerar desenvolvimento”, afirma Hilda Loschi, diretora da Sociedade Rural e vice-presi­dente do Sindicato dos Produ­tores Rurais. Ela ressalta que a luta é por equilíbrio: “O que pe­dimos é equilíbrio: que se res­peite o meio ambiente, mas que também se respeite o direito do produtor que trabalha, gera ali­mento e movimenta a economia do Norte de Minas.”

 FRUTICULTURA – O setor da fruticultura irrigada, lidera­do pela Abanorte, é apontado como um dos mais prejudica­dos pela legislação vigente. “O setor fruticultor e a agricultura irrigada são os mais penaliza­dos. Isso afeta diretamente a competitividade do Norte de Minas em relação a outros po­los do Brasil”, destaca Lucas Moreira, representante da Aba­norte. Segundo ele, a mudança traria igualdade de condições: “Com a substituição do mapa atual pelo do IBGE, teremos condições de trabalhar dentro das regras do Código Florestal, como todo o restante do país. Não pedimos privilégio, mas igualdade”.

 As entidades reforçam que o tema não se limita a grandes empreendimentos, mas envolve também milhares de pequenos e médios agricultores. “É uma luta que envolve não apenas entida­des de classe, mas milhares de famílias que vivem da terra. Não podemos continuar reféns de um decreto que engessa o desen­volvimento da região”, com­pleta Hilda Loschi. Para Lucas Moreira, os efeitos da mudança ultrapassam a produção agrí­cola: “Estamos mobilizados porque sabemos que essa de­cisão pode significar mais em­prego, renda e oportunidades para milhares de produtores, especialmente os pequenos e médios que dependem da terra para sobreviver.”

 AÇÃO NO LEGISLATIVO – No Congresso Nacional, os representantes rurais também visitaram o gabinete do deputa­do Zé Silva, pedindo apoio ao PDL 718/2024, de autoria do deputado Delegado Marcelo de Freitas, do União Brasil. O pro­jeto já teve parecer favorável na Comissão de Agricultura e aguarda a indicação de relator na Comissão de Meio Ambien­te, da qual Zé Silva faz parte.

Lideranças rurais apresentaram o pleito em audiência com o vice-presidente Geraldo Alkmim, em Brasília

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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