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Professor de Januária faz parte de equipe

A fonte da informação é o elemento que o leitor dá mais atenção para avaliar se uma notícia é falsa ou verdadeira. Essa é uma das conclusões de um estudo que usou tecnologia de rastreamento ocular para analisar as diferenças no padrão de leitura de conteúdo noticioso.

A fonte da informação é o elemento que o leitor dá mais atenção para avaliar se uma notícia é falsa ou verdadeira. Essa é uma das conclusões de um estudo que usou tecnologia de rastreamento ocular para analisar as diferenças no padrão de leitura de conteúdo noticioso. Os resultados foram publicados, nesta semana, no anuário da Organizações das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco/ONU), dentro de um programa dedicado ao debate sobre a Alfabetização Midiática e Informacional no mundo.

No experimento, 23 participantes, sendo 13 homens e 10 mulheres, foram expostos a oito notícias. Metade delas eram verdadeiras, extraídas do portal Estado de Minas, e a outra metade, falsas, coletadas de mensagens e publicações compartilhadas em grupos de Facebook e WhatsApp entre março de 2020 e maio de 2022.

Todas as notícias abordavam temas relacionados à covid-19, como a gravidade da doença, a eficácia da quarentena e problemas com vacinas. O acesso sobre o consumo de notícias falsas pode ser feito através do site. Um dos pesquisadores é o professor Thiago Nunes Severino, do IFNMG-Campus Januária.

DESCOBERTAS

Os resultados mostraram que além de conseguirem captar mais a atenção das pessoas quanto ao título e ao texto da notícia, as imagens das notícias falsas não foram percebidas de modo diferente das notícias verdadeiras. Já a fonte das notícias falsas recebeu um número significativamente maior de regressões em comparação com as verdadeiras.

De acordo com Diogo Rógora Kawano, professor do Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS) e líder da pesquisa, os resultados ajudam a compreender pontos de extrema importância no contexto atual. Um deles é o fato de que as imagens, tão difundidas nos dias atuais e suscetíveis a manipulação por inteligência artificial (AI), parecem não estar sendo notadas com desconfiança pelas pessoas.

O outro ponto é que a fonte da notícia foi o único elemento capaz de diferenciar notícias falsas das verdadeiras em uma das medidas do estudo, justamente o elemento que frequentemente ‘desaparece’ ou é distorcido no processo de difusão de mensagens por redes sociais, impactando diretamente sobre a percepção de veracidade. O experimento foi conduzido no Laboratório de Tecnologias em Comunicação e Neurociência Aplicada (LTCN&NA), do IFSuldeminas. O outro autor do trabalho é o professor Tiago Nunes Severino, do Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG) – Campus Januária e idealizador do curso de especialização em Mídias e Educação no IFSuldeminas. Ele destaca a importância da alfabetização midiática para capacitar os cidadãos a discernir informações verdadeiras de falsas, especialmente em tempos de ampla disseminação de Fake News. “Superar o negacionismo científico é crucial para fortalecer a confiança pública na ciência e combater a desinformação que pode prejudicar a saúde e a segurança da sociedade”, afirma.

O estudo é intitulado ‘Do Fake News Catch Our Attention? A Study of Visual Attention Applied to the Consumption of Fake News About Covid-19 in Brazil’. A íntegra do texto está disponível no livro ‘Media and Information as a Public Good: Milid Yearbook 2023’.

O livro foi organizado por Maarit Jaakkola, do Centro de Pesquisa de Mídia Nórdica da Universidade de Gotemburgo (Suécia), Tomás Durán Becerra, diretor de Pesquisa da Universidade Uniminuto (Colômbia) e Omwoyo Bosire Onyancha, professor pesquisador da Universidade da África do Sul (Unisa).

A obra também tem artigos de pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha), Academia Árabe de Ciências e Tecnologia (Egito), Universidade de Hamburgo (Alemanha), Universidade Vytautas (Lituânia) e Universidade Moulay Ismail (Marrocos).

Um dos participantes do livro é Alton Grizzle, que é o responsável pelo programa de Informação e Comunicação da Unesco em Paris. Em seu texto, ele afirma que a rápida disseminação de informações, muitas vezes acompanhada por desinformação, evidenciou, nos últimos tempos, a necessidade urgente de capacitar indivíduos a discernir entre fontes confiáveis e enganosas. Para ele, o desenvolvimento de habilidades que vão além da simples leitura e escrita são indispensáveis para construir uma comunidade global mais informada e conectada.

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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