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Peruaçu receberá expedição gastronômica

Sebrae e Secult pretendem chamar a atenção para o expressivo potencial turístico da região

De 31 de agosto a 4 de setembro de 2025, o Sebrae Minas e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) promovem uma expedição gastronômica aos municípios de Januária e Itacarambi, localizados no território do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no Norte de Minas. Seis chefs de cozinha participam da ação: os mineiros Maria Clara Magalhães, do Restaurante Matula, e Flavio Trombino, do Restaurante Xapuri; João Diamante, do Restaurante Dois de Fevereiro, do Rio de Janeiro, além de Fabi Rodrigues, Lara Calazans e Lucas Amadeu.

O objetivo da expedição é divulgar a cultura alimentar local, a história, os ingredientes e as pessoas que constroem a identidade da gastronomia local. Além da imersão gastronômica, a programação incluirá vivências na Praia de Rio do São Francisco e visita ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu — um dos mais importantes destinos de natureza de Minas Gerais, recentemente reconhecido como Patrimônio Mundial Natural da Unesco.

“Esta ação faz parte dos nossos esforços para estruturar e promover o turismo na região, impulsionando os pequenos negócios e o desenvolvimento econômico local”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva. Maria Clara Magalhães, João Diamante, Flávio Trombino, Edson Puiati, Fabi Rodrigues e Lucas Amadeu estarão na expedição no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no Norte do estado .

Os chefs convidados visitarão pequenos produtores de cachaça, polpas, doces e geleias feitos com frutos típicos da região, como umbu, coquinho azedo e maracujá do mato, além de empreendedores familiares de cozinhas tradicionais e comunidades que expressam o sabor singular da região. “Esta expedição integra os esforços do Governo de Minas para consolidar o estado como referência em turismo cultural e potencializar a cozinha mineira.

A ação permite troca de experiências, mas sobretudo apresenta os sabores e saberes locais que vão influenciar e inspirar chefs que representam a cozinha contemporânea. Uma iniciativa que movimenta a economia da criatividade e contribui para o desenvolvimento econômico regional, sempre em sintonia com o patrimônio natural e cultural”, afirma o secretário de Estado, Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.

A expedição integra os programas Prepara Gastronomia, que impulsiona pequenos negócios do setor de alimentação por meio de capacitações e conexões com os territórios, e Check-in Turismo, que valoriza destinos turísticos mineiros com foco na autenticidade, na identidade cultural e em experiências transformadoras.

PATRIMÔNIO MUNDIAL – Em julho deste ano, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no Norte de Minas foi reconhecido como Patrimônio Mundial Natural da Unesco. Localizado nos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, o parque é um dos patrimônios naturais mais importantes do Brasil e do mundo, com vestígios de ocupação humana que datam de 12 mil anos atrás. O local compreende um conjunto de sítios arqueológicos e pinturas rupestres com mais de 1.000 cavernas com área total de 56 mil hectares.

Um dos destaques do parque é a Gruta do Janelão que, com altura e largura que chegam a 100 metros. Neste atrativo está a Perna da Bailarina, estalactite que defende o título de maior do mundo, com 28 metros de comprimento.

IMPULSO AO TURISMO E À GASTRONOMIA – A região do Vale do Peruaçu, onde está localizado o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, é um território de grande diversidade natural e cultural. Sua gastronomia é marcada por preparos ancestrais, saberes tradicionais e ingredientes únicos do cerrado e das margens do São Francisco — como pequi, buriti, mel de abelhas nativas, cachaça, quitandas, derivados da mandioca, além de pescados e pratos típicos preparados por famílias barranqueiras.

É nesse contexto que o Sebrae Minas atua desde 2007, promovendo ações de fortalecimento do turismo, da gastronomia, do artesanato e do empreendedorismo regional. O resultado desse trabalho, realizado em parceria com o Governo de Minas, por meio da Secult, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), prefeituras, empresários e instituições locais, já pode ser visto com o aumento do fluxo de turistas na região, que passou de 500 visitantes em 2014 para quase 15 mil até o fim de 2024, de acordo com dados do ICMBio, gestor da unidade de conservação.

Sebrae e Secult pretendem chamar a atenção para o expressivo potencial turístico da região

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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