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Ocorrências de queimadas mais que dobraram em um mês em MG

Em maio de 2024, Minas Gerais registrou 3.063 casos de incêndios em vegetação. Em relação a abril deste ano, houve um aumento de 136%, de acordo com dados do Corpo de Bombeiros Militar.

Em maio de 2024, Minas Gerais registrou 3.063 casos de incêndios em vegetação. Em relação a abril deste ano, houve um aumento de 136%, de acordo com dados do Corpo de Bombeiros Militar. Quando comparado ao mesmo período no ano passado, os números mostram que as ocorrências dobraram: em maio do ano passado foram 1.595 registros de queimadas. Especialistas atribuem essa realidade ao aumento das temperaturas e atividades humanas.

Claudemir Azevedo, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explica que o período de estiagem, de abril a setembro, é propício para casos de incêndios de vegetação, mas este ano as ocorrências foram atípicas. Entre as razões para isso, ele cita consequências do fenômeno El Niño, como as ondas de calor e tempestades. “Pancadas de chuvas, além de mal distribuídas, dificultam a reposição de água do lençol freático”, diz Claudemir. Ele explica que chuvas na época de primavera e verão, associadas a zona de convergência do Atlântico Sul, costumam ser contínuas e bem distribuídas no espaço, diferentemente do que foi registrado.

Além disso, explica que o comportamento do regime pluviométrico impactou diretamente na condição do aumento de incêndios pela reincidência de dias sem chuvas, principalmente nas regiões Norte e Central de Minas. Para exemplificar, o meteorologista destaca municípios como Curvelo, que está a 64 dias consecutivos sem chuvas; Montes Claros e Januária, cada um com 58 dias e até mesmo na capital mineira, que desde o dia 19 de abril não tem registros de precipitações. Claudemir afirma que no período de seca, que deve perdurar até setembro, a probabilidade de incêndios de vegetação também deve ser alta.

AÇÃO HUMANA – Tenente do CBMMG, Henrique Barcellos explica que incêndios de vegetação são esperados pela corporação na época de estiagem, mas não logo nos primeiros meses e nessa magnitude, como aconteceu este início de ano. Ele destaca a baixa umidade e as altas temperaturas como fatores chave para propiciar “queimadas” decorrentes de ações humanas, principal causadora.

O tenente informa que “incêndios de vegetação estão sendo registrados principalmente em áreas urbanas não protegidas e lotes vagos”. Ele explica que usar as chamas para limpeza de locais com mato é comum, assim como a perda de controle, ocasionando o alastramento do fogo. Henrique Barcellos também relata que a prática de queimadas de montantes de lixo às margens de rodovias próximas à vegetação são casos recorrentes, assim como o descarte inadequado de cigarros.

Apesar do impacto menos expressivo, o tenente cita também práticas relacionadas ao ecoturismo, como descarte de cigarros após trilhas ou brasas da fogueira após um acampamento. Quanto aos incêndios em áreas rurais, o tenente os associa ao manejo do fogo para expansão do pasto para gado e renovação para troca de plantio.

Com o objetivo de mitigar e prevenir incêndios em lotes vagos, o CBM realiza anualmente a Operação Alerta Verde. “O objetivo é vistoriar lotes vagos, inclusive aqueles que registraram incêndios em outros anos. Fazemos o levantamento de quanto aquele local é vulnerável, se há presença de mato, se falta proteção, e enviamos à prefeitura via boletim de ocorrência para que o cidadão seja autuado”, explica Barcellos.

“É fundamental destacar que muitos incêndios em lotes vagos poderiam ser evitados com maior esforço e envolvimento comunitário, especialmente no apoio à fiscalização e na denúncia de práticas irregulares”, diz a corporação em anúncio da operação.

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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