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Norte de Minas realiza Mutirão da Campanha Minas Unida

Mutirão de limpeza realizado nessa segunda e terça-feira, em Catuti

Os 54 municípios que integram a área de atuação da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros realizam nos dias 28 e 29 de novembro o “Dia D” da Campanha Minas Unida contra o Aedes.

Com a intensificação do período chuvoso, a iniciativa coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) objetiva antecipar e reforçar a mobilização dos municípios e da população para o recolhimento e eliminação de materiais inservíveis, que possam acumular água e, com isso, contribuir para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya, zika vírus e da febre amarela.

“Os levantamentos de índices de infestação do Aedes aegypti, realizados regularmente pelos municípios, reforçam que mais de 80% dos focos estão no interior de domicílios. Daí a necessidade e a importância da população ser mobilizada para a limpeza dos imóveis. Sem a participação efetiva da população, só o trabalho realizado pelas secretarias municipais de saúde não é suficiente para conter o avanço da transmissão das arboviroses”, alerta a coordenadora de vigilância em saúde na SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes.

A partir da segunda quinzena de outubro, prosseguindo até maio, a alternância de períodos de chuva e de temperaturas elevadas favorece a proliferação do Aedes aegyti e, consequentemente, a transmissão de doenças.

Para evitar a sobrecarga de atendimentos nos serviços de saúde, a intensificação do trabalho dos agentes de controle de endemias e da população na eliminação de potenciais focos de proliferação do Aedes se torna fator de fundamental importância para conter o avanço das arboviroses e, consequentemente, reduzir o risco de óbitos”, reforça Agna Menezes.

Além da intensificação do trabalho dos agentes de controle de endemias, a coordenadora lembra que outras estratégias adotadas pela Secretaria de Estado da Saúde, juntamente com os municípios, têm obtido resultados positivos para o enfrentamento às arboviroses. Trata-se do uso de novas tecnologias como as ovitrampas e drones para a identificação de focos de proliferação do Aedes em locais de difícil acesso.

Enquanto em 2024 foram confirmados mais de 1,4 milhão de casos de dengue em todo o estado, neste ano dados do Painel das Arboviroses mantido pela SES-MG apontam que até a semana epidemiológica 47 foram confirmados 115.093 casos da doença. Os óbitos que chegaram a 1.266 casos em 2024, neste ano somam 141 casos.

Municípios tiveram redução de casos Nos 54 municípios da área de atuação da SRS de Montes Claros, neste ano também ocorreu considerável redução dos casos confirmados de arboviroses: 3.020 casos de dengue; 82 de febre chikungunya e nenhum caso confirmado de zika.

Já em 2024, nos municípios da SRS foram confirmados 36.846 casos de dengue; 959 casos de febre chikungunya e três casos de zika vírus.

RECURSOS

Com o objetivo de assegurar resposta rápida e eficaz no enfrentamento das doenças caracterizadas como emergências em saúde pública, a partir deste mês a SES-MG está disponibilizando mais de R$ 6 milhões a 86 municípios da macrorregião de saúde Norte. Os recursos devem ser utilizados em ações de preparação e resposta dos serviços de saúde, com ênfase para o enfrentamento do período sazonal das arboviroses, vírus respiratórios e outras doenças transmissíveis de importância epidemiológica.

Entre as possibilidades de utilização dos recursos estão: pagamento de pessoal envolvido nas ações de vigilância e controle; aquisição de insumos e equipamentos de proteção individual; custeio de impressões gráficas e outros materiais de apoio para ações de mobilização social e mutirões de limpeza; custeio de serviços e ações emergenciais previstas nos planos de contingência ou plano de ação de evento, frente à ocorrência de aumento de casos, surtos e epidemias; compra de exames para apoio diagnóstico, coleta de material biológico e insumos para vigilância laboratorial; aquisição de tampas para reservatórios de água e locação de veículos.

Mutirão de limpeza realizado nessa segunda e terça-feira, em Catuti

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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