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Mulheres dominam número de habitantes

Maior município da região geográfica imediata (32 municípios), quinto maior de Minas Gerais (853) e 58º maior do Brasil (5.570), Montes Claros fechou 2022 com uma população de 414.240 habitantes, segundo o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Maior município da região geográfica imediata (32 municípios), quinto maior de Minas Gerais (853) e 58º maior do Brasil (5.570), Montes Claros fechou 2022 com uma população de 414.240 habitantes, segundo o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O documento revelou ainda que a densidade demográfica é de 115,39 habitantes por km2 (3.590 km2). Assim como em todo o País, as mulheres dominam a população em Montes Claros. De acordo com o Censo, o município tem 215.465 mulheres (52%) e 198.775 homens (48%). São 16.690 mulheres a mais que os homens. No País, são 6,0 milhões a mais.

A faixa etária com maior número de habitantes em Montes Claros é a de 20 a 24 anos, com 35.434 pessoas, das quais 18.227 mulheres (4,40%) e 17.207 homens (4,15%). Em seguida vem a de 25 a 29, com 34.790 residentes, sendo 17.753 mulheres (4,29%) e 17.037 homens (4,11%). Na terceira posição vem a faixa de 30 a 34 anos, com 34.183 moradores, dos quais 17.572 mulheres (4,24%) e 16.611 homens (4,01%).

Montes Claros tem ainda 80 pessoas com 100 anos ou mais, sendo 15 homens e 65 mulheres. Na faixa de 95 a 97, são 297 moradores, sendo 97 homens e 201 mulheres. Na faixa de 90 a 94 anos, são 1.012 habitantes, sendo 331 homens e 681 mulheres. Na de 85 a 89 anos, são 2.287 pessoas, das quais 838 homens e 1.449 mulheres. São 3.677 pessoas com mais de 85 anos.

BRASIL

Em 2022, o total de pessoas com 65 anos ou mais no país (22.169.101) chegou a 10,9% da população, com alta de 57,4% frente a 2010, quando esse contingente era de14.081.477, ou 7,4% da população. É o que revelam os resultados do universo da população do Brasil desagregada por idade e sexo, do Censo Demográfico 2022. Esta segunda apuração do Censo mostra uma população de 203.080.756 habitantes, com 18.244 pessoas a mais do que na primeira apuração.

“Após a divulgação dos primeiros resultados foi necessário realizar, pontualmente, alguns procedimentos de revisão, que acarretaram nessa diferença ínfima em termos percentuais”, explica o gerente técnico do Censo, Luciano Duarte. Em relação aos resultados do Censo 2022 divulgados anteriormente, 566 municípios sofreram alteração de população.

O aumento da população brasileira de 65 anos ou mais em conjunto com a diminuição da parcela da população de até 14 anos no mesmo período, que passou de 24,1% para 19,8%, evidenciam o franco envelhecimento da população brasileira.

“Ao longo do tempo a base da pirâmide etária foi se estreitando devido à redução da fecundidade e dos nascimentos que ocorrem no Brasil. Essa mudança no formato da pirâmide etária passa a ser visível a partir dos anos 1990 e a pirâmide etária do Brasil perde, claramente, seu formato piramidal a partir de 2000. O que se observa ao longo dos anos, é redução da população jovem, com aumento da população em idade adulta e também do topo da pirâmide até 2022”, analisa a gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Izabel Marri.

Em 1980, o Brasil tinha 4,0% da população com 65 anos ou mais de idade. Os 10,9% alcançados em 2022 por essa parcela da população representa o maior percentual encontrado nos Censos Demográficos. No outro extremo da pirâmide etária, o percentual de crianças de até 14 anos de idade, que era de 38,2% em 1980, passou a 19,8% em 2022.

“Quando falamos de envelhecimento populacional, é exatamente a redução da proporção da população mais jovem em detrimento do aumento da população mais velha”, destaca.

REGIÕES

Ainda avaliando as proporções desses grupos etários específicos, agora para grandes regiões, a região Norte é a mais jovem do país, com 25,2% de sua população com até 14 anos, seguida pelo Nordeste, com 21,1%. As regiões Sudeste e Sul apresentam estruturas mais envelhecidas, com 18% e 18,2% de jovens de 0 a 14 anos, e as maiores proporções de idosos com 65 anos e mais (12,2% e 12,1%, respectivamente). O Centro-Oeste possui uma estrutura intermediária, com distribuição etária próxima da média do país.

“Podemos perceber que a queda da fecundidade ocorreu primeiramente no Sudeste e no Sul do Brasil, o que as faz as regiões mais envelhecidas, com menor proporção de jovens. A região Norte, embora também tenha registrado uma redução da fecundidade ao longo dos últimos anos em todos os estratos socioeconômicos, ainda se mantém a região proporcionalmente mais jovem. Também é na região Norte que observamos a menor proporção de pessoas adultas e idosas em relação às outras regiões”, pontua a gerente.

Mulheres dominam número de habitantes

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