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Minas tem sistema inovador para gestão de outorgas de uso de água

A ferramenta foi criada pelo Igam para otimizar as análises e a gestão das outorgas de recursos hídricos em Minas Gerais

Facilitar a vida do cidadão no acesso aos serviços públicos é um dos compromissos do Governo de Minas e, pensando nisso, o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) anunciou, nessa quarta-feira, 4, o início da operação do Sistema de Outorga de Direito de Uso de Recursos Hídricos (SOUT). A ferramenta foi criada pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) para otimizar as análises e a gestão das outorgas de recursos hídricos em Minas Gerais, e está disponível para uso desde essa quinta-feira.

O anúncio foi feito durante o primeiro Seminário Mineiro de Irrigação, em Paracatu, no Noroeste do estado, pelo diretor-geral do Igam, Marcelo da Fonseca, que enfatiza que os usuários de água em Minas Gerais terão acesso a uma ferramenta ágil, intuitiva e centralizada. “A ferramenta SOUT possibilita ao usuário conduzir, de maneira fácil, a formalização do seu processo”, diz.

 “As informações a serem inseridas são bem direcionadas e não se avança para as próximas etapas sem ter preenchido corretamente a etapa anterior, o que reduz a necessidade de solicitação de informações complementares, agilizando a análise dos processos”, explica o diretor-geral do Igam. O evento contou, ainda, com a participação da secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Marília Melo, e do diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Breno Lasmar.

 ESTRATÉGICO – O SOUT faz parte do Projeto Estratégico do Governo “Inovação na Regularização e Fiscalização Ambiental” e visa aprimorar e aumentar a oferta de serviços ambientais, com modernização, tecnologia de ponta e simplificação para os usuários. A ferramenta integra, em um único sistema, todo o processo de regularização de uso, desde sua entrada até a publicação da decisão final.

Com o novo sistema em operação, os processos de outorga serão 100% digitais, por meio de uma única plataforma. A ferramenta pretende trazer simplificação do processo de requerimento da regularização dos usos da água, velocidade no processo de outorga, desde o requerimento até a publicação da portaria de outorga, além de segurança nas decisões, com análises automáticas sobre o uso racional da água e os impactos na disponibilidade hídrica.

Atualmente, o processo de requisição, análise e publicação das autorizações de uso da água é fragmentado em três sistemas distintos, tornando-o complexo. O SOUT surge como solução para unificar essas etapas, promovendo eficiência e transparência. De forma a aprimorar a regularização do uso da água, o Igam aproveitou o desenvolvimento do SOUT para revisar os modos de uso disponíveis para solicitação de outorga e para os demais tipos de regularização.

Neste primeiro momento, estarão disponíveis dez modos de uso para cadastro de outorgas no SOUT e outros tipos de regularização de uso. A previsão é que o sistema completo seja disponibilizado ao longo dos próximos meses. Enquanto isso, os modos de uso não con templados nesta etapa permanecerão sendo analisados nos sistemas antigos.

COMO ACESSAR – Para ter acesso ao SOUT, é necessário que o usuário faça cadastro no Portal Ecossistemas, que reúne os principais serviços oferecidos pelo Sisema. Para isso, basta fornecer CPF, e-mail, criar uma senha e aceitar os termos.

Portanto, antes de solicitar uma outorga, o usuário precisa se cadastrar no Portal Ecossistemas e, após este passo, subir os documentos necessários no Cadastro de Pessoas Físicas e Jurídicas (Cadu). A equipe do Igam produziu tutoriais para orientar os usuários no acesso ao novo sistema: Tutorial SOUT – Requerente, Tutorial SOUT – Responsável técnico.

 IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA – A implementação do sistema está sendo realizada em etapas. O lançamento oficial do SOUT aconteceu na Semana da Água, em março de 2024, com a divulgação da Jornada de Implementação. Na primeira etapa, foi feito convite aos analistas do Igam e aos usuários externos para testarem o sistema em sua versão Beta. Nessa etapa, foi feito acompanhamento dos testes e a coleta de sugestões para melhoria do programa.

As sugestões, então, foram testadas por técnicos e usuários externos, avaliadas e implementadas no SOUT. Concomitantemente, os dados de mais de 50 mil outorgas vigentes e formalizadas começaram a ser consistidas e foram inseridas no sistema. Nessa próxima etapa da Jornada, o Igam dará início à operação do SOUT em produção para a recepção dos requerimentos de outorga e demais regularizações de uso da água. A ferramenta foi desenvolvida pelo Igam, por meio da empresa Aquora Tecnologia e Meio Ambiente, composta por profissionais que já desenvolveram também o Sistema de Monitoramento Remoto Integrado das Águas (Mira).

Os dez modos de uso que estarão disponíveis para o início de operação na primeira etapa de lançamento do SOUT são: Captação ou derivação em um corpo de água; Explotação de água subterrânea (Poço tubular profundo, poço manual, cisterna e surgência); Construção de barramento ou açude; Construção de dique ou desvio em corpo de água; Retificação, canalização ou obras de drenagem; Transposição de bacias; Aproveitamento de potencial hidroelétrico; Autorização de perfuração de poços tubulares; Declaração de Reserva de Disponibilidade Hídrica (DRDH); Notificação de intervenção emergencial em recursos Hídricos.

A ferramenta foi criada pelo Igam para otimizar as análises e a gestão das outorgas de recursos hídricos em Minas Gerais

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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