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MDS acata pedido da Amams e publica portaria

A medida restabelece critérios de cofinanciamento do SCFV

A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) comemora mais uma importante vitória para os municípios. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) publicou a Portaria nº 176/2026, que revoga a Portaria nº 1.068/2025 e restabelece os critérios regulares de cofinanciamento federal do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).

A normativa anterior havia instituído, em caráter excepcional, regras diferenciadas para o repasse de recursos aos municípios e ao Distrito Federal, durante o período de manutenção do Sistema de Informações do SCFV (SISC), a partir do segundo trimestre de 2025.

A iniciativa de revisão da medida foi uma bandeira defendida pela Amams, apresentada diretamente ao ministro Wellington Dias durante visita à sede da entidade, em Montes Claros, e reforçada no último dia 31 de março, em reunião com o secretário nacional de Assistência Social, André Quintão Silva. A mobilização contou ainda com o apoio da Associação Mineira de Municípios (AMM) e da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

O presidente da Amams e prefeito de São João da Lagoa, Ronaldo Soares Mota Dias, o Ronaldinho, destacou a importância da decisão: “O retorno do cofinanciamento regular representa um alívio para os municípios, que vinham utilizando recursos próprios para manter as ações da assistência social.”

Com a nova portaria, o cálculo do cofinanciamento federal do SCFV volta a seguir os parâmetros estabelecidos na Portaria MDS nº 134/2013. A CNM ressalta que o preenchimento do SISC é obrigatório e cabe ao gestor municipal da Assistência Social garantir o registro das informações, especialmente a confirmação da participação dos usuários no serviço.

Esses dados são fundamentais, pois servem de base para o cálculo dos repasses federais. A CNM alerta que o não cumprimento dessa exigência pode resultar na suspensão do cofinanciamento. A medida marca o encerramento do regime excepcional adotado anteriormente e sinaliza a retomada da normalidade na gestão e no monitoramento do serviço, reforçando a importância da correta alimentação e atualização dos dados no sistema pelos municípios.

A CNM também já havia alertado para os riscos enfrentados pela área de assistência social, destacando a importância da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 383/2017, que prevê a criação de um piso de financiamento para o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), obrigando a União e os Estados a aplicarem, anualmente, um percentual mínimo da Receita Corrente Líquida (RCL) na área.

A medida restabelece critérios de cofinanciamento do SCFV

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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