Intervenções artísticas vão alcançar cerca de 600 pessoas em quatro instituições
Montes Claros recebe, pela primeira vez, o trabalho do Instituto Hahaha, organização da sociedade civil que utiliza a palhaçaria para aproximar arte, cultura e cuidado de pessoas em situação de vulnerabilidade. Entre os dias 19 e 23 de outubro, os artistas Dr. Alfinete, interpretado por Rafael Protzner, e Dr. Risoto de Carne Moída, vivido por Francis Severino, percorrerão instituições públicas da cidade. A expectativa é alcançar cerca de 600 crianças, jovens, adultos e idosos.
A programação inclui a APAE, a Santa Casa, a Escola Municipal Alcides Carvalho e instituições de longa permanência para idosos. A iniciativa integra o “Expresso Hahaha”, ligado ao projeto Manutenção Instituto Hahaha, realizado com patrocínio da Cemig e da Drogaria Araújo, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com realização da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e do Governo de Minas Gerais.
Mais do que provocar gargalhadas, a proposta busca criar vínculos e tornar os ambientes de atendimento e acolhimento mais humanos. As intervenções são construídas a partir do improviso, sem roteiro predefinido. A interação com o público orienta cada encontro, respeitando as emoções, as histórias e as particularidades de quem participa.
Para Gyuliana Duarte, artista, cofundadora e gestora do Instituto, levar a palhaçaria a Montes Claros representa a oportunidade de ampliar o acesso à arte e estabelecer conexões com uma cidade de forte identidade cultural. A artista destaca o potencial das intervenções para transformar ambientes e proporcionar experiências artísticas a pessoas que nem sempre têm acesso a essas manifestações.
Fundado em 2012, o Instituto Hahaha já alcançou mais de um milhão de pessoas ao longo de sua trajetória. O projeto de manutenção, iniciado em 2025, prevê circulação por municípios mineiros e estima atingir mais de 12 mil pessoas nesta etapa.
Ao chegar ao Norte de Minas, a iniciativa reforça uma ideia simples: a cultura também pode ocupar espaços de cuidado, criando momentos de escuta, convivência e dignidade. O riso, nesse contexto, não substitui o tratamento nem resolve todas as dificuldades, mas pode tornar a experiência de crianças, pacientes, idosos, familiares e profissionais mais acolhedora.
