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HDG realiza 2 mil testes gratuitos de PSA neste sábado em Montes Claros

Homens acima de 50 anos podem participar; objetivo é conscientizar a população masculina sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer

Neste sábado (23), o Hospital Dílson Godinho (HDG) promove em Montes Claros uma ação em apoio ao Novembro Azul – Mês de conscientização sobre a saúde do homem, voltada exclusivamente para a população masculina acima de 50 anos. Neste dia, serão coletados gratuitamente, 2 mil exames de Antígeno Prostático Específico (PSA).

A atividade acontece das 7 às 13h, na recepção da Radioterapia do HDG e os interessados devem trazer documentos (RG e CPF), além da carteirinha do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é conscientizar a população masculina sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata, reforçar que a prevenção salva vidas e enfatizar a necessidade de realização de exames preventivos regularmente.

Para realizar a coleta de sangue de PSA, é necessário que o homem evite atividades físicas nas 48 horas que antecedem ao exame, não ter relação sexual 48 horas antes de realizar o teste, e evite dois dias antes do exame, andar de bicicleta e moto.

Para o diretor-presidente do Hospital Dílson Godinho, Helder Leone Alves de Carvalho, a iniciativa da coleta de PSA, reafirma o compromisso da Instituição com a saúde do homem. “Queremos oferecer mais do que exames, queremos proporcionar acesso à prevenção e ao cuidado. Essa ação é uma oportunidade de fomentar a importância de olhar para a saúde masculina com seriedade, garantindo mais qualidade de vida aos homens da nossa região”, afirma.

Durante todo o mês de novembro, o Hospital Dilson Godinho em parceria com mais de 25 cidades do Norte de Minas, realizarão ações como palestras educativas, bate papos, exames de PSA e atividades de orientação em parceria com secretarias municipais de saúde.

(*) SINAIS E ALERTAS Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBA), a cada ano, 72 mil brasileiros são diagnosticados com câncer de próstata. A doença pode ser curada em até 95% dos casos desde que detectada precocemente.

Muitos homens ainda enfrentam preconceitos e barreiras culturais que dificultam a realização do exame der PSA ou toque retal. A campanha Novembro Azul busca desmistificar esses tabus, promovendo um diálogo aberto sobre a importância do cuidado com a saúde.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. Entre os principais fatores, a idade é um risco importante, já que a incidência é maior em pessoas com mais de 60 anos. O histórico familiar de câncer de próstata também é um fator que deve ser levando em consideração; além do sobrepeso, obesidade, tabagismo, entre outros.

Outro fator importante, é quem o câncer de próstata acomete em 60% dos casos em homens negros. Esses indivíduos apresentam mais polimorfismos, ou seja, variações genéticas que conferem grau de agressividade potencialmente maior ao quadro de câncer de próstata.

De acordo com dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), do Ministério da Saúde, de janeiro a julho de 2023 houve 21.803 internações devido ao câncer de próstata. A Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para a doença é de 71.730 novos casos anuais para o triênio 2023/2025. Em 2022 foram 16.292 óbitos por esse tipo de câncer, de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, ou seja, média de 44 mortes por dia.

(*) Fonte: Ministério da Saúde: https://tinyurl.com/53b43pny

MAIS INFORMAÇÕES

É necessário que o homem evite atividades físicas nas 48 horas que antecedem ao exame, não ter relação sexual 48 horas antes de realizar o teste e evite andar de bicicleta, moto ou a cavalo, também dois dias antes do exame.

OUTRAS CIDADES

 COLETAS DE EXAMES DE PSA

22/11 – Capitão Enéas, Cônego Marinho, Glaucilândia, Grão Mogol, Januária, Juvenília, Miravânia, Pedras de Maria da Cruz e Rubelita

 23/11 – Chapada Gaúcha

28 e 29/11 – Matias Cardoso

 28 e 29/11 – Glaucilância Até dia

29/11 – Pirapora

Homens acima de 50 anos podem participar; objetivo é conscientizar a população masculina sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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