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Governo anuncia novas ações de segurança hídrica

Durante reunião em Januária, governo anunciou novas medidas para garantir segurança hídrica

Com foco na segurança hídrica e melhoria da qualidade de vida das famílias do semiárido mineiro, o Governo de Minas realizou, nessa quinta-feira, 24, em Januária, Norte de Minas, mais uma etapa do Programa Encontro das Águas. Com a presença do vice-governador Mateus Simões, a entrega marcou o avanço de projetos que integram ações estruturantes para a convivência com a seca, promovendo acesso à água de qualidade, energia sustentável, incentivo à produção rural e mais oportunidades para as populações vulneráveis da região.

“Todos esses investimentos que anunciamos vão garantir água digna para a população usar e beber, água nas escolas, água da chuva que vamos acumular para o combate à seca, entre outras coisas. É inadmissível aceitar que algum lugar não tenha esgoto e disponibilidade de água. As pessoas não conseguem e não podem viver assim e, se depender do Governo de Minas, elas não vão viver assim”, disse Mateus Simões.

“O Encontro das Águas reforça nosso compromisso com a prevenção e a dignidade das famílias que enfrentam a seca. É uma ação concreta de cuidado, que leva água, energia e esperança para quem mais precisa”, complementou o chefe do Gabinete Militar do Governador e coordenador Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais, coronel Paulo Roberto Rezende.

Durante o evento, a Cedec apresentou o projeto de captação de água da chuva por meio de cisternas, que reforça a segurança hídrica de famílias rurais. Em Januária, serão implantadas 56 unidades, com investimento de R$ 487 mil. Outros nove municípios da região também serão atendidos, totalizando 538 cisternas, quase R$ 4,2 milhões investidos e mais de 2 mil pessoas beneficiadas.

Com investimento de R$ 1,45 milhão, outro destaque foi a entrega simbólica de 1.548 kits de irrigação do programa Irriga Minas, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Sapa), voltado à agricultura familiar.

Os kits incluem caixa d’água, tubo gotejador e conectores, ideais para hortaliças e frutas. Em Januária, serão 30 kits, totalizando R$ 35,6 mil. O programa já distribuiu mais de 4,4 mil kits em 124 municípios, com apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) participou do Encontro das Águas com o programa Percursos Gerais: Trajetória para Autonomia, que promove inclusão produtiva e fortalecimento da assistência social em 56 municípios do Norte e do Vale do Jequitinhonha, selecionados para o segundo ciclo da iniciativa.

Em Januária, foram feitas entregas simbólicas a 20 municípios. As ações envolvem a distribuição de 800 kits de irrigação, 400 kits de apoio à produção que incluem sementes e ferramentas, R$ 3 milhões em equipamentos para a rede socioassistencial (como veículos e computadores para Centros de Referência em Assistência Social – Cras), R$ 383 mil para agentes integradores, além de formação profissional, distribuição de módulos sanitários e melhorias habitacionais. A meta é atender 2 mil famílias, impactando mais de 8 mil pessoas diretamente até 2027, com apoio de parceiros como Seapa, Emater-MG e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

MAIS ACESSO À ÁGUA POTÁVEL – O programa Água Doce, executado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e pela Cedec, vai implementar sistemas de dessalinização em comunidades que consomem água salobra. Em Januária, está prevista a implantação de um sistema na comunidade Alegre, com investimento de R$ 450 mil e capacidade para atender 720 pessoas. No total, o programa já beneficiou mais de 7 mil pessoas em 26 municípios e prevê a instalação de 33 novos sistemas até 2026.

O projeto Gota d’Água, da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), amplia o acesso à água potável nas escolas estaduais não atendidas por redes públicas. A ação envolve perfuração de poços, instalação de kits potabilizadores e monitoramento da qualidade da água em parceria com a Copasa e prefeituras. No Norte de Minas, 136 escolas já contam com água própria, beneficiando mais de 15 mil alunos. Em todo o estado, o projeto já garantiu água potável a mais de 55 mil estudantes, com investimento de R$ 7,5 milhões, para aquisição de kits potabilizadores e poços artesianos.

Outro pilar do programa é o Universaliza Minas, criado e executado pela Copasa, que amplia o acesso à água tratada e esgotamento sanitário em áreas rurais e comunidades urbanas vulneráveis. Em Januária, já foram concluídas três obras, com oito em andamento e mais de cem ligações realizadas em dois bairros. O investimento previsto é de R$ 2,9 milhões, com expectativa de alcançar 11 localidades e beneficiar cerca de 3 mil pessoas. Em todo o estado, o programa soma mais de 83 mil pessoas atendidas, 108 obras concluídas e 111 em andamento, com R$ 110 milhões investidos até junho de 2025.

O Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) participa com duas ações voltadas à segurança hídrica no semiárido. A primeira é a entrega de kits de abastecimento, compostos por caixas d’água e tubulações, destinados ao consumo humano e à produção agrícola em comunidades rurais afetadas pela seca. A segunda é a instalação de kits fotovoltaicos para energizar poços artesianos em regiões que sofrem com a escassez hídrica. Em Januária, estão previstos dois kits fotovoltaicos e outros dois kits para os municípios de Pai Pedro e Mirabela.

Durante reunião em Januária, governo anunciou novas medidas para garantir segurança hídrica

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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