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Frigoríficos adotam cautela em meio à estagnação dos preços da carne suína

Desafios no mercado e variações regionais marcam o cenário atual da carne suína

Os preços do suíno vivo e dos principais cortes no atacado se mantiveram estáveis ou apresentaram ligeiras quedas ao longo da última semana. Segundo Allan Maia, analista da Safras & Mercado, o setor de negócios com o suíno vivo seguiu com normalidade, sem grandes mudanças.

“Os frigoríficos têm adotado uma postura cautelosa, pois a carne no atacado enfrenta dificuldades para apresentar recuperação significativa”, relatou Maia.

Embora as expectativas para o consumo e a reposição entre atacado e varejo sejam positivas, impulsionadas pelo aumento da renda da população, o espaço para novos aumentos de preços é limitado após as recentes elevações significativas. A dificuldade em repassar esses aumentos contribui para esse cenário.

“A oferta de animais deve se manter equilibrada nas próximas semanas, de acordo com os suinocultores, o que pode influenciar a formação dos preços”, explicou Maia. No entanto, um ponto de atenção continua sendo o custo de produção, especialmente com a alta do dólar, que pode aumentar o preço dos insumos e pressionar as margens do setor.

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, os preços do suíno vivo apresentaram variações discretas em diferentes regiões do Brasil. Em São Paulo, o preço CIF do suíno para frigoríficos caiu 0,60%, passando de R$ 168,00 para R$ 167,00 por arroba, uma redução de R$ 1,00.

 Em Goiás, o preço também registrou queda, com o valor em Goiânia passando de R$ 8,70 para R$ 8,60 por quilo, uma redução de 1,15% ou R$ 0,10. Já em Minas Gerais, o mercado independente viu uma queda mais expressiva de 2,17%, com o preço reduzido de R$ 9,20 para R$ 9,00 por quilo.

Em Mato Grosso, o preço em Rondonópolis subiu 0,64%, passando de R$ 7,85 para R$ 7,90 por quilo, um aumento de R$ 0,05. Na média geral das regiões Centro-Sul, o preço do suíno vivo caiu 0,31%, passando de R$ 7,57 para R$ 7,55 por quilo, uma redução de R$ 0,02.

EXPORTAÇÕES

As exportações brasileiras de carne suína “in natura” geraram US$ 260,806 milhões em agosto (22 dias úteis), com uma média diária de US$ 11,854 milhões. A quantidade total exportada foi de 106,031 mil toneladas, com uma média diária de 4,819 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.459,7 por tonelada.

 Comparado a agosto de 2023, houve um aumento de 9,7% no valor médio diário, uma elevação de 6,1% na quantidade média diária e um crescimento de 3,4% no preço médio. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Desafios no mercado e variações regionais marcam o cenário atual da carne suína

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