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Força-tarefa combate incêndio no Parque Veredas do Peruaçu

Uma força-tarefa, formada por militares do Corpo de Bombeiros, brigadistas e funcionários do Instituto Estadual de Florestas (IEF), trabalha há cinco dias para controlar um incêndio que destrói uma grande área de vereda no limite entre duas áreas de preservação da região conhecida como Parque Estadual Veredas do Peruaçu, no Norte de Minas.

Uma força-tarefa, formada por militares do Corpo de Bombeiros, brigadistas e funcionários do Instituto Estadual de Florestas (IEF), trabalha há cinco dias para controlar um incêndio que destrói uma grande área de vereda no limite entre duas áreas de preservação da região conhecida como Parque Estadual Veredas do Peruaçu, no Norte de Minas. A dificuldade aumenta por se tratar de uma área com solo úmido e muito material orgânico acumulado, com buritis de 10 a 15 metros de altura. Por conta disso, as chamas atingem tanto a superfície como o subterrâneo, o que aumenta a complexidade do combate.

Os trabalhos acontecem desde a última sexta-feira (19/7) no Parque Estadual Veredas do Peruaçu e na Área de Proteção Ambiental Cavernas do Peruaçu, que é Nacional, ambas no município de Cônego Marinho. Nessa terça-feira (23/7), atuavam na força-tarefa 13 bombeiros, cinco brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e seis funcionários do IEF.

Os trabalhos também contam com o apoio de dois caminhões pipa, dois aviões de lançamento de água e um drone com câmera térmica. Conforme o Corpo de Bombeiros, o fogo está confinado em uma área de vereda, em local de difícil acesso e com solo instável.

“Além disso, as condições de vento e vegetação alteram o comportamento do fogo de tempos em tempos, o que torna o trabalho ainda mais desafiador. Sendo assim, as equipes precisam trabalhar de forma coordenada e com segurança para evitar acidentes e ter sucesso na missão”, detalhou a corporação, que coordena os trabalhos no local.

As causas do incêndio ainda não foram esclarecidas pela corporação, porém, a administração do parque acredita que tenha se tratado da chamada “queimada do capim”, promovida por posseiros que ocupam áreas na região. Eles ateiam fogo na vegetação para renovar o pasto, porém, as chamas teriam saído do controle e atingido as áreas de preservação.

Ainda não se sabe qual a área destruída dos parques. A reportagem procurou o ICMBio e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad), responsável pelo IEF, mas, até o fechamento da matéria, os órgãos ainda não tinham se posicionado.

AUMENTO DE 82% – Minas Gerais registrou 3.812 ocorrências de incêndio em vegetação em junho, o maior número para o mês nos últimos cinco anos, conforme dados do Corpo de Bombeiros. A estatística também representa um aumento de 82% em relação ao mesmo período de 2023, quando houve 2.093.

Em julho, já foram constatados 2.263 casos em Minas. Em todo o ano, são 11.850. O levantamento aponta que agosto costuma ser o mês com mais ocorrências desse tipo no Estado, com média de 4,2 mil nos últimos quatro anos.

Maio também teve recorde de incêndios em vegetação para o mês nos últimos cinco anos em Minas Gerais. O tempo seco aliado à imprudência de pessoas que ateiam fogo e às mudanças climáticas são fatores que ajudam a explicar tantos chamados, segundo os bombeiros.

Força-tarefa combate incêndio no Parque Veredas do Peruaçu
Militares do Corpo de Bombeiros “cavando” em busca de focos do incêndio subterrâneo

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