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Feira Brasil na mesa começa hoje

O Brasil é um dos países com maior diversidade alimentar do mundo. Entretanto, o que chega ao mercado formal e à mesa das pessoas representa apenas uma fração do que é produzido nas diferentes regiões do País, especialmente do que é cultivado e manejado por pela agricultura familiar e pelos povos e comunidades tradicionais. A feira Brasil na mesa começa nesta quinta-feira (23 até o dia 25.

Grande parte da comida que abastece o mercado interno brasileiro vem da agricultura familiar. Ainda assim, há muitos produtos ocultos e inacessíveis fora de seus territórios de origem. ​
O​ Brasil pode consumir mais do próprio Brasil.

​Frutas nativas e naturalizadas, queijos​, farinhas, castanhas, cafés, embutidos​, fermentados​, hortaliças, pulses, plantas alimentícias não convencionais, carnes diferenciadas e tantos outros tipos de alimentos, que são patrimônio local​, mas pouco conhecidos nacionalmente.​ 
Há ​muito sendo produzido!

Dar visibilidade ao que nasce de todos os nossos campos e territórios, e que carrega tanto valor é fortalecer economias locais, proteger saberes tradicionais, garantir renda para quem produz, ampliar o repertório alimentar nacional e reconhecer que o futuro da alimentação também passa pela força da agricultura familiar e dos povos e comunidades tradicionais.

​O Brasil não tem uma cozinha única. 
Tem cozinhas.

Não tem um produto símbolo. 
Tem centenas.

Foto: Tucumã

  •  Feira Brasil na mesa

A Embrapa será palco de um grande encontro entre o campo e a cidade para celebrar sabores, saberes e oportunidades dos alimentos do Brasil, com:

  • Estação Delícias Brasileiras para degustações de alimentos nativos e produtos artesanais
    • Feira dos Sabores, para experimentar e comprar direto dos produtores de diferentes biomas
    • Cozinhas Show com chefs de origem e receitas ancestrais
    • Mutirão de serviços para o agricultor, com regularização cadastral e crédito bancário
    • Trilha do Cerradão com vegetação nativa preservada
    • Exposição com informações de pesquisa e inovação para os alimentos do Brasil
    • Rodadas de negócio, apresentações culturais e mais…

 

Renaturalização de rios é

estratégia contra enchentes nas cidades

 

Chuvas extremas e enchentes têm sido fenômenos cada vez mais frequentes nas cidades brasileiras. Nesse contexto, a renaturalização de rios urbanos é uma das estratégias defendidas por especialistas para adaptar cidades aos impactos das mudanças climáticas. Recuperar e reabrir cursos d’água pode tornar os territórios mais resilientes.

A paisagista urbana Cecília Herzog, integrante da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), afirma que a requalificação de rios é uma medida urgente diante do cenário climático atual.

Segundo ela, o modelo de desenvolvimento que canalizou rios e impermeabilizou o solo com asfalto e concreto tem agravado os efeitos das chuvas.

“É importante lembrar que a água não desaparece. Com a chuva, ela sempre vai correr para os pontos mais baixos e, em algum momento, pode inundar essas áreas, principalmente nas regiões mais planas ou de baixada”, diz Cecília.

Com menos áreas permeáveis, a água escoa mais rapidamente, aumentando o risco de alagamentos. A recuperação de rios, nesse contexto, precisa vir acompanhada de uma requalificação mais ampla da paisagem urbana, com ampliação de áreas verdes e sistemas naturais de drenagem. O solo permeável ajuda a desacelerar o escoamento.

“A água infiltra no solo, fica retida por algum tempo e depois segue seu curso de forma mais equilibrada. Em rios abertos, com seu curso natural e vegetação ciliar, o impacto da chuva é muito menor”, explica a paisagista.

 

PROJETOS

Esse entendimento começa a ganhar espaço no país. Em São Paulo, o futuro Parque Municipal do Bixiga prevê a reabertura de parte do córrego do Bixiga, além da preservação de nascentes e ampliação de áreas verdes. O projeto é resultado de uma mobilização de mais de quatro décadas da sociedade civil.

Em 2024, a Câmara Municipal aprovou a destinação do terreno para a implantação do espaço público e, em janeiro deste ano, a Prefeitura lançou um concurso público nacional para definir o projeto do futuro parque. O resultado deve ser anunciado em maio.

No Rio de Janeiro, um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima estuda a requalificação do Rio Maracanã com base em soluções naturais. Participam da iniciativa pesquisadores de universidades públicas e privadas.

A proposta inclui intervenções que devolvam ao rio parte de suas características originais e ampliem a capacidade de drenagem da região. Em março, foi firmada uma parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RJ) para a realização de concurso público nacional de projeto para a renaturalização. Não há previsão para publicação do edital, mas a expectativa é que saia ainda este ano.

A arquiteta e urbanista Juliana Baladelli Ribeiro, gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário, destaca que a renaturalização faz parte de um novo paradigma de desenvolvimento urbano.

“Também fazem parte desse conceito a implementação de telhados verdes, jardins de chuva, valetas vegetadas, pequenas bacias de retenção, ampla arborização e outras estruturas que permitam reter temporariamente a água, favorecer a sua infiltração no solo e a evapotranspiração pelas plantas”, explica.

Além de reduzir enchentes, essas soluções ajudam a amenizar ondas de calor, cada vez mais frequentes nas cidades.

As especialistas destacam que medidas isoladas não serão suficientes diante da intensificação dos eventos extremos. A adaptação climática exige ações integradas e planejadas de acordo com a realidade de cada território.

“Será necessário compor um sistema de requalificação da paisagem urbana. A ideia é devolver à cidade áreas com solo vivo e vegetação nativa, capazes de desempenhar funções ecológicas importantes que hoje estão prejudicadas”, diz Juliana.

“Isso pode incluir áreas rebaixadas que acomodem a água da chuva e diferentes tipos de infraestrutura verde, desde intervenções de pequena escala até obras maiores, dependendo das características de cada cidade. A adaptação às mudanças climáticas é sempre um desafio local, que precisa ser enfrentado em cada território”, complementa Cecília.

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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