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Eventos consolidam participação

Um dos encontros do Fórum Técnico Direito do Consumidor debateu a prevenção e o tratamento do superendividamento

Em 2025, o Parlamento mineiro completou 190 anos. Desde que foi instalada, como Assembleia Provincial na Ouro Preto de 1835, a instituição percorreu um caminho marcado por transformações políticas, desafios históricos e crescente abertura à participação da sociedade.

Essa abertura foi consolidada com vários eventos institucionais em 2025. Além das comemorações pela história da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foram realizados fóruns técnicos, ações para o público jovem e para pessoas com deficiência, bem como feiras e festividades.

As celebrações dos 190 anos foram marcadas com exposição, na Biblioteca da Assembleia, de fotos, documentos e publicações importantes dessas décadas. A TV Assembleia fez um programa especial de três episódios sobre essa trajetória.

A edição especial da Ordem do Mérito Legislativo (OML), mais alta distinção concedida pelo parlamento, também destacou o aniversário da instituição. Foram 226 agraciados, cuja atuação contribuiu para áreas como saúde, educação, justiça, meio ambiente, cultura, comunicação, inclusão social, desenvolvimento econômico e promoção da cidadania.

 

Direitos do consumidor e superação da miséria em debate

Dois fóruns técnicos levaram ao parlamento especialistas, autoridades e sociedade civil para discutir temas de relevância para a população: direitos do consumidor e combate à miséria. Nos encontros, foram apresentadas propostas que podem melhorar a legislação e a atuação do Poder Público.

O primeiro dele, “Fórum Técnico Direito do Consumidor: por melhores leis e relações de consumo”, foi estruturado para elebrar os 35 anos do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e, sobretudo, para atualizar e fortalecer a legislação mineira na área.

Composto por quatro encontros temáticos e por uma consulta pública on-line, o fórum buscou qualificar o debate legislativo diante dos novos desafios como a expansão da economia digital, o aumento da vulnerabilidade de consumidores e a necessidade de modernização normativa.

Nos encontros, um dos pontos destacados foi a necessidade de regras mais claras sobre tratamento de dados, responsabilidade de fornecedores e proteção em ambientes digitais. Também foi salientada a importância de interiorizar e fortalecer os Procons, bem como melhorar a fiscalização de serviços essenciais, como energia, água, saneamento e telecomunicações.

Em tempos de expansão das casas de apostas (Bets), também foi discutido o superendividamento. Especialistas indicaram que o problema deve ser combatido com mecanismos de renegociação, educação financeira e proteção de grupos vulneráveis.

Já o “Fórum Técnico Minas Sem Miséria” está relacionada à Lei 19.990, de 2011, que instituiu o Fundo de Erradicação da Miséria (FEM) em Minas Gerais, com o objetivo de custear programas e ações sociais voltados à erradicação da pobreza e da pobreza extrema no Estado.

Durante o evento, foi discutida a governança do FEM e a transparência na destinação dos recursos. Nesse sentido, foi proposta a criação de mecanismos de controle social, participação cidadã, monitoramento e avaliação das políticas públicas, além da adoção de um portal de transparência.

As discussões também objetivaram criar um futuro Plano Mineiro de Combate à Miséria. Com encontros em cinco regionais do estado, buscou-se reunir diferentes atores – entre especialistas, acadêmicos, gestores e sociedade civil – para subsidiar as propostas.

Essas propostas serão debatidas, aprovadas e priorizadas na etapa final do fórum por representantes eleitos nos encontros regionais, prevista para ocorrer entre 4 e 6 de março de 2026.

Um tom da atuação da ALMG em 2025 foi a ampliação da acessibilidade para pessoas com deficiência. Uma das preocupações centrais foi com a melhoria do acesso às informações que possibilitam a participação política dos cidadãos.

Nesse contexto, o portal passou a dar para os usuários a possibilidade de escolher o perfil de acessibilidade necessário. Assim, se for selecionado “deficiência auditiva”, por exemplo, é ativada a tradução em libras.

Já para os deficientes visuais, há diversos recursos, desde mudanças nas cores e contrastes para daltônicos até leitor de tela para pessoas cegas. Entre os recursos lançados em 2025 está a legislação em áudio.

As normas são lidas por um programa de Inteligência Artificial desenvolvido para esse fim, de forma que a entonação ajuda na compreensão dos textos. A meta é que os áudios de cada norma estejam disponíveis no Portal até o primeiro dia útil seguinte à publicação da lei.

No caso de alteração dessas leis, novos áudios serão disponibilizados com as atualizações. O cidadão pode também solicitar o áudio de normas publicadas há mais tempo ou que não se enquadrem nesses critérios.

Além disso, a ALMG lançou, na terça-feira (23), o Guia Prático – Direitos, Benefícios e Serviços para Pessoa com Deficiência.  A publicação pretende fortalecer o apoio a cidadãos, familiares e responsáveis.

Com foco principal na legislação federal e mineira, o guia reúne conteúdos essenciais e oferece orientações práticas para o acesso a direitos, benefícios e serviços. Além da versão impressa, o guia conta com uma versão digital, disponibilizada no Portal da ALMG. 

Um dos encontros do Fórum Técnico Direito do Consumidor debateu a prevenção e o tratamento do superendividamento

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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