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Entrega da Medalha da Inconfidência valoriza a democracia e a liberdade

A democracia, a liberdade e a memória de homens e mulheres importantes para a História do Brasil foram enfatizadas durante a solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, na manhã desse domingo, em Ouro Preto (Região Central).

A democracia, a liberdade e a memória de homens e mulheres importantes para a História do Brasil foram enfatizadas durante a solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, na manhã desse domingo, em Ouro Preto (Região Central). A cidade se torna simbolicamente a Capital do Estado no feriado nacional que recorda a execução de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, mártir da Inconfidência Mineira.

O evento contou com a presença do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo; do presidente da Assembleia Legislativa de Minas, deputado Tadeu Martins Leite, do MDB; e de outras autoridades. Este ano foram indicadas condecorações a 171 pessoas: 40 Grandes Medalhas, 58 Medalhas de Honra e 72 Medalhas da Inconfidência. O deputado João Junior, do PMN, recebeu a Medalha de Honra.

A solenidade iniciou-se com honras militares na Praça Tiradentes, com a presença dos Dragões da Inconfidência, a colocação de flores no monumento ao mártir da Inconfidência e salva de 21 tiros. A entrega das condecorações foi realizada no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com a presença de público.

O indicado para o Grande Colar foi o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que não pôde comparecer à cerimônia devido a questões de saúde. Ele presidiu o país por dois mandatos consecutivos, entre 1995 e 2002, e foi um dos criadores do Plano Real, que completa 30 anos em 2024. O Grande Colar é concedido a chefes de Estado, chefes de governo e chefes dos demais Poderes da União.

Entre os indicados para a Grande Medalha estão o ministro do Superior Tribunal de Justiça, José Afrânio Vilela; o advogado-geral da União, Jorge Rodrigo Araújo Messias; o presidente do Banco Central, Roberto de Oliveira Campos Neto; e a escritora Conceição Evaristo.

VICE-GOVERNADOR – O orador oficial, o vice-governador de Minas, Professor Mateus Simões, do Novo, propôs uma reflexão sobre o significado do 21 de abril e manifestou perplexidade com as tentativas, nos últimos anos, de apagamento dos heróis e heroínas nacionais. Ele chamou a atenção para a trajetória do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o modo como conduziu seu governo “com equilíbrio e temperança”.

Em seu pronunciamento, o governador Romeu Zema afirmou que “ser livre é uma premissa de qualquer Estado democrático e a conquista dessa garantia não pode nos deixar acomodados. Diante de qualquer sinal de retrocesso devemos nos manter firmes na defesa dos valores democráticos”.

O governador e o vice lembraram, em seus discursos, o sargento Roger Dias da Cunha, morto em janeiro deste ano por um detento beneficiado pela saída temporária de fim de ano. Ele foi indicado para a Grande Medalha e reconhecido pelo seu trabalho em prol da garantia das liberdades. Em entrevista à imprensa o presidente da ALMG, deputado Tadeu Martins Leite, que também preside o Conselho Permanente da Medalha, enfatizou que a solenidade do 21 de abril reforçou o compromisso do estado com a liberdade.

Ele também respondeu perguntas sobre o novo prazo concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para o pagamento da dívida do Estado com a União. Afirmou que o diálogo entre o Parlamento e o Executivo mineiro, o Congresso Nacional e a União será mantido nos próximos dias para que uma alternativa seja encontrada. Em relação ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o parlamentar disse que o projeto, da forma como está, “é um plano que não é bom, não só para o Estado, não só para a dívida a médio e longo prazo, mas especialmente para os servidores. É fundamental que todos juntos tenhamos esse tempo para construir uma solução definitiva”.

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