Dois acusados de participar de execução são condenados a mais de 40 anos

A dupla acusada de participação no assassinato do advogado criminalista, Alexandre Mauro Barra, foi condenada a penas que somadas chegam a mais de 40 anos.

A dupla acusada de participação no assassinato do advogado criminalista, Alexandre Mauro Barra, foi condenada a penas que somadas chegam a mais de 40 anos. A sessão de júri popular começou por volta das 10h30 dessa quinta-feira (16/5) no Fórum Gonçalves Chaves e a sentença foi lida às 3h30 dessa sexta.

Edson Gonçalves de Assis foi condenado a 19 anos e 10 dias, e Thiago Silva Vieira pegou uma pena de 22 anos e 22 dias, ambos pelo crime de homicídio triplamente qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo o Ministério Público, a condenação também foi por ocultação de cadáver e furto. Além das penas, os acusados foram condenados a pagar multa.

O Ministério Público informou que vai recorrer para tentar aumentar as penas. Na denúncia apresenta pelo MP mostra que o réu Edson Gonçalves de Assis Filho tinha uma dívida de cerca de R$ 200 mil com o advogado e o crime ocorreu na casa dele [réu]. O outro investigado Thiago Silva Vieira não tinha débito com a vítima e aceitou participar do crime com uma promessa de receber uma quantia em dinheiro, segundo as investigações. Os outros três envolvidos no crime permanecem presos e aguardam julgamento de recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

RELEMBRE O CASO – As investigações da Polícia Civil constataram que a morte do advogado criminalista, Alexandre Mauro Barra, de 34 anos, foi arquitetada por um amigo íntimo dele. O advogado desapareceu no dia 13 de dezembro e foi morto na mesma data após ser atraído, pelo amigo, para o local do crime, uma casa no Bairro Carmelo. O corpo dele foi encontrado concretado no quintal de uma residência, no Independência, no dia 19 de dezembro.

“Ele foi atraído por meio de emboscada pelo seu amigo até uma residência localizada no bairro Carmelo. Chegando na casa, o advogado foi rendido com o seu amigo, mas na verdade essa rendição era uma simulação. Porque depois que colocaram um pano na cabeça da vítima, o amigo ajudou também na execução do crime. […] Lá [na casa] já estavam presentes mais três pessoas envolvidas no crime. Colocaram um cinto no pescoço dele [advogado] e ele foi enforcado”, disse a delegada Francielle Drummond, durante entrevista coletiva, realizada no dia 18 de maio.

A delegada explicou que após matar a vítima enforcada, o corpo foi arrastado pela escada da casa, que tinha dois andares, e foi colocado no porta-malas de um carro e levado para a outra casa, onde foi enterrado e concretado.

O laudo preliminar do Posto Médico Legal (PML) apontou que a causa da morte teria sido traumatismo craniano, mas as investigações constataram que os ferimentos na cabeça foram causados após a morte no momento em que o corpo era arrastado pela escada. As investigações concluíram também que o crime foi planejado e motivado por conta de agiotagem.

“A motivação do crime está relacionada com agiotagem já que o amigo pessoal da vítima intermediava todos os empréstimos com juros abusivos. Ele pegava o empréstimo com a vítima a juros de 10%, 20% e repassava para outros devedores a juros maiores de 40%. Ele foi o responsável por influenciar todos os outros envolvidos a criar a ideia de matar a vítima e com isso, teriam redução de dívidas e abatimentos de juros. Com isso, ele poderia ficar com todos os valores devidos à vítima naquele momento. […] Ele era o maior interessado na morte, como negociava todos esses empréstimos, ele conhecia todo mundo que era devedor da vítima. Então matando, ele continuaria a receber todos esses valores”, comenta.

De acordo com o Ministério Público, o amigo fez com que os envolvidos acreditassem que a vítima era “pessoa perigosa, que advogava para grandes criminosos e que mandava matar quem não o pagasse. Além disso, dizia que, com a morte da vítima eles teriam redução dos valores devidos”.

Nenhum dos investigados tinham relação direta com a vítima e todos os empréstimos eram negociados por intermédio do amigo. Consta na denúncia do Ministério Público que após o crime, os dois réus Edson e Thiago foram até a casa da vítima em busca por dinheiro e subtraíram joias.

Dois acusados de participar de execução são condenados a mais de 40 anos
Justiça condena dois acusados de participar da morte de criminalista em Montes Claros

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