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Curso técnico em enfermagem destaca acolhimento na saúde mental na cidade

Formação técnica inclui escuta ativa e cuidado humanizado e debate sobre escuta e acolhimento qualificados

Durante o Setembro Amarelo, campanha nacional de reflexão e ações sobre o bem-estar mental, o debate sobre escuta e acolhimento qualificados na área da saúde ganha destaque. Especialistas argumentam que é necessário trabalhar essas competências desde o início da formação, preparando futuros agentes para lidar com situações de sofrimento psíquico de forma humanizada

Grande parte dos profissionais que prestam esse tipo de atendimento vem dos cursos Técnicos em Enfermagem. Em Minas Gerais, segundo o Coren- -MG, são mais de 180 mil trabalhadores da categoria em atividade, mais que o dobro de médicos ou enfermeiros.

Segundo Júnia Canabrava, docente do Senac em Montes Claros, que faz parte do Sistema Fecomércio MG, a escuta ativa aparece de forma transversal no currículo do curso. “Está presente em diversas disciplinas e práticas. O estudante aprende a ouvir sem interromper, acolher sem julgamento e responder com empatia. Isso é essencial não apenas para o cuidado eficaz, mas também para a prevenção de agravos, inclusive no contexto da saúde mental”, explica.

Além dos conhecimentos clínicos, os alunos desenvolvem habilidades emocionais e comunicacionais, como empatia, autocontrole e comunicação clara. Esses fatores são trabalhados em oficinas, simulações e levadas para situações reais de atendimento, em estágios supervisionados.

OLHAR EMOCIONAL Para Júnia, o Técnico em Enfermagem tem papel fundamental na saúde mental dos atendidos. “O profissional está próximo do paciente e pode identificar sinais precoces de sofrimento. É um elo entre o paciente, a família e a equipe de saúde, oferecendo acolhimento imediato e contribuindo para um tratamento mais humanizado”, afirma.

Em Montes Claros, um exemplo marcante citado pela docente é o estágio realizado no Lar das Velhinhas, uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). “O primeiro contato com as pacientes provoca reflexões profundas sobre o cuidado. São mais de 60 mulheres que necessitam de atenção afetiva, e os alunos percebem como a atenção afetiva transforma o atendimento”, relata.

Além disso, no Senac os estudantes de saúde e informática se uniram para realizar um projeto especial para o Setembro Amarelo para toda a comunidade escolar. A ação envolveu mensagens musicais de sala em sala e um QR Code, permitindo que qualquer estudante entrasse em contato com o psicólogo da unidade de forma anônima. “Já no segundo dia, foram recebidas mensagens procurando atendimento. Foi muito significativo”, destaca Júnia.

Em um cenário em que os profissionais da saúde muitas vezes são a primeira resposta de alguém em sofrimento, a formação técnica que valoriza a empatia se torna ainda mais relevante. Essa preparação mostra como a escuta pode ser uma ferramenta poderosa de cuidado e prevenção.

FECOMÉRCIO

 A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, abrangendo mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade, há 86 anos. Outra importante atribuição da entidade é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários(as), empresários(as) e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

O Senac em Montes Claros atua na cidade desde 1985, com impacto em toda a região Norte de Minas. A unidade oferece cursos ágeis, de Aprendizagem Comercial, cursos técnicos e de MBA. Também há opção de cursos à distância. O prédio passou por ampla reforma em 2007 e segue sendo aprimorado em seus 25 ambientes pedagógicos, como laboratórios de informática, saúde e estética, supermercado e salão de beleza didáticos, entre outros.

A Fecomércio MG também trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor nos âmbitos municipal, estadual e federal. Com 86 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida de cidadãos e cidadãs e impulsionar a economia mineira.

Formação técnica inclui escuta ativa e cuidado humanizado e debate sobre escuta e acolhimento qualificados

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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