Governador eleito nomeia Gabriel Azevedo e coordena transição transparente
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), iniciou uma série de movimentos estratégicos voltados à pacificação política e à construção da governabilidade no estado para o mandato que se inicia em 2027. Em um gesto de reaproximação com antigos concorrentes e lideranças do setor produtivo, Cleitinho esteve reunido com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, e confirmou a inclusão do ex-candidato Gabriel Azevedo (MDB) na equipe de transição, onde colaborará com propostas voltadas à mobilidade urbana e ao planejamento. O novo chefe do Executivo estadual reiterou o compromisso de visitar individualmente cada um dos 77 deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), buscando assegurar um canal aberto de diálogo e conciliação para destravar projetos prioritários.
A estratégia de interlocução direta com o Parlamento estadual atende à necessidade de consolidar uma sustentação política sólida na Casa Legislativa mineira. Com a meta de aprovar matérias orçamentárias estratégicas e propostas de reestruturação administrativa a partir do próximo ano, Cleitinho aposta no gesto institucional de procurar tanto os parlamentares reeleitos quanto as novas lideranças de todas as correntes partidárias. O movimento sinaliza a superação do acirramento do período eleitoral e foca na convergência para a entrega de resultados concretos a todos os 853 municípios do estado de Minas Gerais.
Paralelamente à articulação política de bastidores e de pactuação com a ALMG, a equipe do novo governo assumiu o comando dos trabalhos formais de transição. Liderada pelo vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão, a coordenação da comissão abriu oficialmente os trabalhos cobrando da atual gestão estadual transparência absoluta em relação à real situação financeira do Estado. Falcão pontuou que o diagnóstico preciso das contas públicas, dos restos a pagar e da capacidade de endividamento é premissa indispensável para que o futuro governo possa planejar investimentos e assegurar a continuidade dos serviços essenciais sem sobressaltos fiscais.
O levantamento preliminar promovido pela comissão de transição aponta um cenário fiscal desafiador, com um déficit previsto de aproximadamente R$ 8,9 bilhões no orçamento estadual de 2027 e um passivo acumulado na dívida com a União que ultrapassa a casa dos R$ 200 bilhões. A comissão formalizou pedidos de dados detalhados ao atual governo para verificar a margem financeira para o pagamento regular dos servidores públicos e a manutenção dos contratos vigentes nas áreas cruciais de saúde, infraestrutura e segurança pública, impondo responsabilidade fiscal na preparação dos primeiros atos do Executivo.
Para a população e lideranças do Norte de Minas, Noroeste, Vales do Jequitinhonha e Mucuri, o ambiente de conciliação entre o Executivo e a ALMG, somado à atuação conjunta com o setor industrial, traz perspectivas positivas para as pautas regionais. O destravamento de projetos governamentais e a apuração transparente do cenário orçamentário são fatores cruciais para assegurar que recursos estaduais sejam canalizados para obras de pavimentação rodoviária, fortalecimento da saúde pública, suporte aos perímetros irrigados e investimentos em segurança hídrica na bacia do semiárido nos próximos quatro anos.