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Cidade sedia Seminário Macrorregional

PERÍODO sazonal de transmissão de arboviroses pauta seminário em Montes Claros nesta semana

A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realiza em Montes Claros, nestas quinta (25/9) e sexta-feira, o Seminário Macrorregional de Arboviroses, reunindo gestores e profissionais de saúde de 86 municípios. A iniciativa, que acontecerá no auditório do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimams), no Bairro Jaraguá, dá sequência à Jornada Mineira de Arboviroses, através da qual o Governo do Estado investe na preparação dos municípios para enfrentamento do período sazonal (outubro a maio) de maior transmissão de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti (dengue, febre chikungunya, zika vírus e febre amarela).

Palestras, debates e troca de experiências envolverão secretários municipais, coordenadores de vigilância epidemiológica e de saúde, dirigentes de serviços de atenção primária, médicos e enfermeiros atuantes em Unidades Básicas de Saúde (UBS), em serviços de atenção especializada e em hospitais. O evento envolve profissionais de municípios jurisdicionados à Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros e as Gerências Regionais de Saúde (GRS) de Januária e Pirapora.

“O Seminário será um espaço de qualificação técnica e atualização de conhecimentos, fortalecendo as ações de prevenção e controle das arboviroses no Norte de Minas. O compartilhamento de informações e alinhamento dos trabalhos a serem executados pelos profissionais de saúde é de fundamental importância para o atendimento das demandas da população, evitando o agravamento das situações de saúde, internações e risco de óbitos”, explica Agna Soares da Silva Menezes, coordenadora de vigilância em saúde na SRS.

A abertura do Seminário acontecerá às 8h30, com a participação das dirigentes regionais da SESMG em Montes Claros, Januária e Pirapora, Dhyeime Marques, Ioná Carvalho e Tariana Oliveira, respectivamente. Na sequência haverá apresentação do cenário epidemiológico estadual e macrorregional das arboviroses; atualização do plano de contingência para o período . Nesta sexta-feira (26), às 20h, a equipe do MOC Vôlei enfrenta o atual campeão mineiro, o Sada Cruzeiro, no Ginásio Tancredo Neves, em mais um clássico do voleibol. Já na segunda-feira (29), encara o Araguari, novamente no Caldeirão. . Para garantir a presença do torcedor, o clube lançou um passaporte que oferece valores acessíveis e a possibilidade de não perder nenhum jogo em casa. Os ingressos estão disponíveis no site www.uniticket.com.br/eventos/ ingressos-mineiro. . Ao menos no Senado passou, em votação unânime, a autorização para que supermercados possam vender medicamentos. O texto de Efraim Filho (União-PB) seguirá para a Câmara dos Deputados. . A Associação dos Municípios da Bacia do Médio São Francisco (AMMESF) acaba de criar o Selo Cidade Mulher. LINHA ABERTA O presidente e fundador da Associação Arco-íris do Amor, Lucas Pereira, ladeado pelo advogado Lucas Rodrigues, e Rani Elson, assistente social da associação. Trio responsável por coordenar as ações (foto: divulgação) sazonal 2025/206; as ações de vigilância epidemiológica e de saúde a serem implementadas e de resoluções publicadas pela SES-MG disponibilizando recursos financeiros para os municípios.

ATUALIZAÇÃO

A partir das 13h30 o Seminário vai abordar temas relativos à atualização do fluxo de aquisição de medicamentos para arboviroses; a atualização da política estadual de descentralização da aplicação de inseticida para eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti por meio de equipamentos de ultra baixo volume; organização das ações de mobilização social e realização do “Dia D” de limpeza. O primeiro dia do Seminário será encerrado com apresentações de boas práticas implementadas por municípios para o enfrentamento das arboviroses.

Na sexta-feira, o seminário terá como foco a atualização de profissionais de saúde sobre diagnóstico das doenças. Aliando teoria e prática, os profissionais vão avaliar casos clínicos de dengue, chikun gunya e zika vírus, além de aprofundar conhecimentos sobre a febre amarela e a febre de Oropouche, bem como sobreposição de arboviroses com vírus respiratórios.

CENÁRIO

Neste ano, o Painel de Vigilância Epidemiológica mantido pela SESMG aponta que o estado contabiliza 174 mil 138 casos prováveis de arboviroses. A dengue predomina com 90,46% do total de casos prováveis (155 mil 870); seguido por chikungunya, 9,51% (18.214 casos prováveis) e zika vírus, com 0,03% (54 casos prováveis). Os dados deste ano são inferiores aos registrados em 2024 quando Minas Gerais contabilizou mais de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue; 166,6 mil casos prováveis de chikungunya e 179 de zika. Também neste ano o Estado so-ma 133 óbitos confirmados por arboviroses, quantidade essa que no ano passado vitimou 1.361 pessoas. Acompanhando o cenário epidemiológico do estado, neste ano o Norte de Minas também contabiliza redução de casos prováveis de arboviroses: 5.805 contra 81 mil 789 casos notificados em 2024. Até o momento há um óbito em investigação no Norte de Minas Gerais causado por dengue. Já em 2024, os óbitos causados pela doença chegaram a 37.

PERÍODO sazonal de transmissão de arboviroses pauta seminário em Montes Claros nesta semana

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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