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Cidade receberá 2º encontro do Fórum Minas Sem Miséria

AULA MAGNA de abertura do semestre letivo do Serviço de Assistência Jurídica

Nesta sexta-feira (22/8/25), acontece em Juiz de Fora o primeiro de cinco encontros regionais do Fórum Técnico Minas Sem Miséria, evento lançado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais para subsidiar e apoiar a elaboração do Plano Mineiro de Combate à Miséria. O segundo encontro será em Montes Claros, no dia 8 de setembro, em local ainda a ser definido.

O Fórum Técnico Minas Sem Miséria é organizado pela ALMG em parceria com mais de 70 entidades da sociedade civil e poder público, a partir de uma demanda da presidenta da Comissão de Direitos Humanos, deputada Bella Gonçalves (Psol).

Em Minas Gerais, 3,4 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza. Dessas, 764 mil enfrentam a pobreza crônica, com suas famíDE BUTUCA NAZARENO DIAS debutuca@ig.com.br – nazadiaz@yahoo.com.br lias resistindo há gerações à privação de recursos, alimentação e moradia, além de pouco ou nenhum acesso a políticas nas áreas de saúde, educação e saneamento básico. Os dados são do CadÚnico do Governo Federal, de maio de 2025. O Plano Mineiro de Combate à Miséria está previsto na Lei 19.990, de 2011, que criou o Fundo de Erradicação da Miséria (FEM).

O fundo tem como objetivo custear programas e ações sociais de erradicação da pobreza e da extrema pobreza. Sua coordenação é formada pela Assembleia de Minas, diversas secretarias de Estado e conselhos estaduais. Entre as atribuições do grupo coordenador do FEM está a elaboração do plano, que será o foco do Fórum Técnico Minas Sem Miséria. Entre os meses de agosto e novembro de 2025,

cinco encontros regionais colherão sugestões para o Plano Mineiro de Combate à Miséria e para o aprimoramento das políticas públicas necessárias para a erradicação da miséria no Estado.

Os encontros regionais acontecerão nos municípios de Juiz de Fora, Montes Claros (Norte de Minas), Uberlândia (Triângulo), Araçuaí (Jequitinhonha/Mucuri) e Betim, com palestras e elaboração de propostas por grupos de trabalho. As discussões serão divididas em cinco eixos, contemplando políticas públicas essenciais para a superação da pobreza:

• Soberania e segurança alimentar e nutricional

• Trabalho digno e educação

• Diversidade, assistência social e saúde

• Moradia, território e meio ambiente

• Controle social e governança do Fundo de Erradicação da Miséria (FEM)

Além disso, uma consulta pública no mês de setembro ampliará ainda mais a participação de todo o Estado, permitindo o envio de propostas para o plano pela internet. Na etapa final, no início do próximo ano, representantes dos encontros regionais discutem, aprovam e priorizam as propostas colhidas nas atividades anteriores. As propostas priorizadas no evento serão analisadas por um comitê eleito em plenário final, que poderá recomendar ao Parlamento mineiro a produção de requerimentos, projetos de lei, emendas a proposições em tramitação ou sugestões ao Orçamento do Estado.

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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