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Cidade é selecionada para sediar o projeto-piloto do SUS Escolha

PACIENTES de Montes Claros poderão escolher o hospital onde fazer as cirurgias eletivas

Nesta quinta-feira (21/11), a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lança em Montes Claros, em caráter pioneiro, o Projeto SUS Escolha. A iniciativa, que será avaliada por um período seis meses, objetiva possibilitar aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) a escolha dos hospitais em que desejam realizar cirurgias eletivas. Caso o projeto tenha eficácia aprovada, será difundido para outras regiões do Estado.

O lançamento do SUS Escolha será às 11 horas, na sala de reuniões da Prefeitura de Montes Claros. O evento contará com a participação da superintendente regional de saúde, Dhyeime Thauanne Pereira Marques; da superintendente de Regulação do Acesso da SES-MG, Daniela de Cássia Domingues; da diretora de Estratégias e Regulação Eletiva da SES-MG, Ludmilla Diniz Silva; e da Coordenadora de Regulação Eletiva, Cláudia Fernanda Montilha Bueno.

O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems) será representado pela presidente regional e secretária de saúde de Montes Claros, Dulce Pimenta. A seleção de Montes Claros para sediar o projeto-piloto foi aprovada no dia 15 de maio, em reunião da Comissão Intergestores Bipartite do Sistema Único de Saúde (CIB-SUS), em Belo Horizonte. Além da SES-MG, a CIB-SUS reúne gestores municipais de todas as regiões.

Depois de seis meses, caso a continuidade do Projeto seja aprovada, além de usuários do SUS de Montes Claros também poderão ser beneficiários do SUS Escolha pessoas que moram em Mirabela, Juramento, Claro dos Poções, Glaucilândia e Itacambira. Esses municípios têm pacto com Montes Claros para a realização de cirurgias eletivas.

“Como Montes Claros foi o berço do projeto que deu origem ao SUS, a escolha do município para receber o piloto do SUS Escolha coloca a cidade mais uma vez em evidência na implementação de uma iniciativa inovadora para o sistema público e que, num futuro breve, poderá ser disseminada para todo o Estado e também para ou tras regiões do país”, destaca a superintendente Dhyeime Marques.

Nestas quinta e sexta-feira, na sala de reuniões da Prefeitura de Montes Claros, a diretoria de Estratégias em Regulação Eletiva da SES-MG iniciará a capacitação de referências técnicas em regulação da Coordenadoria de Acesso a Serviços de Saúde da SRS e da Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros. Entre outros assuntos, os trabalhos terão como foco o manuseio e operacionalização do sistema SUS Escolha.

PACIENTES de Montes Claros poderão escolher o hospital onde fazer as cirurgias eletivas

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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