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Carne suína inicia ano com preços pressionados por alta oferta

Excesso de oferta e consumo fraco reduzem preços no mercado interno

O levantamento mostra que o preço médio nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 7,92 para R$ 7,48

O mercado de carne suína começou 2026 enfrentando um cenário de forte pressão sobre os preços. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o mês de janeiro foi marcado por excesso de oferta e demanda doméstica enfraquecida, fatores típicos do início do ano, que reduziram a liquidez e limitaram a reação dos preços.

“Foi um mês bastante difícil para o setor, com retração nos preços tanto do suíno vivo quanto dos principais cortes no atacado”, explica Iglesias. Segundo ele, a expectativa para o curto prazo é de manutenção desse quadro até que o volume disponível seja absorvido pelo mercado”.

Apesar do momento desafiador, o analista destaca um ponto positivo: a redução nos custos de produção. Com a queda nos preços do milho e a estabilidade no farelo de soja, os produtores têm conseguido reduzir parte do impacto financeiro das baixas nas cotações.

“Esse alívio no custo ajuda o produtor a enfrentar melhor o período de preços baixos e margens apertadas”, afirma Iglesias.

O levantamento da Safras & Mercado mostra que o preço médio nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 7,92 para R$ 7,48 na última semana de janeiro. Nos cortes, o pernil teve média de R$ 11,99/kg, enquanto a carcaça ficou em R$ 11,06/kg.

Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 167,00 para R$ 160,00.

No Rio Grande do Sul, o preço na integração caiu de R$ 6,75 para R$ 6,70, e no mercado independente de R$ 8,50 para R$ 8,15.

Em Santa Catarina, o quilo na integração reduziu de R$ 6,70 para R$ 6,60, e no interior, de R$ 8,40 para R$ 7,60.

No Paraná, o mercado livre teve leve alta, de R$ 8,35 para R$ 8,37, mas a integração recuou de R$ 6,90 para R$ 6,80.

No Mato Grosso do Sul, as cotações caíram de R$ 8,00 para R$ 7,25 e, na integração, de R$ 6,70 para R$ 6,30.

Em Goiânia, o quilo passou de R$ 8,20 para R$ 7,50, enquanto em Minas Gerais os valores variaram entre R$ 8,70 e R$ 7,30, dependendo do tipo de comercialização.

Já em Mato Grosso, o preço do suíno vivo caiu de R$ 8,00 para R$ 7,15, e na integração estadual de R$ 7,20 para R$ 6,60.

No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne suína in natura mostraram desempenho positivo em janeiro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 79,04 mil toneladas nos primeiros 16 dias úteis do mês, com receita de US$ 196,78 milhões e média diária de US$ 12,29 milhões.

O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 2.489,60, com avanço de 25,5% no valor médio diário e aumento de 23,6% na quantidade exportada, em comparação a janeiro de 2025. O ganho médio no preço foi de 1,5%, evidenciando maior competitividade da proteína brasileira no mercado internacional.

Com a entrada gradual de recursos das exportações e uma demanda interna que tende a se recuperar no decorrer do primeiro trimestre, analistas esperam uma estabilização nos preços da carne suína nas próximas semanas.

Ainda assim, o equilíbrio do setor dependerá do ritmo de escoamento da oferta e do comportamento do câmbio — que segue próximo de R$ 5,20 —, influenciando diretamente a rentabilidade das exportações e os custos de insumos.

Excesso de oferta e consumo fraco reduzem preços no mercado interno

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