O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) bateu o martelo e definiu que os moradores de Bonito de Minas, no Norte do estado, retornarão às urnas no dia 21 de junho de 2026. A decisão, tomada em sessão plenária nesta última terça-feira, estabelece as diretrizes e o calendário oficial para a escolha do novo prefeito e seu respectivo vice. Esta será a quarta vez que uma cidade mineira precisa realizar uma votação suplementar decorrente do pleito de 2024, fruto de impasses jurídicos que impediram a posse do candidato mais votado na época.
As movimentações políticas oficiais devem ocorrer entre os dias 12 e 17 de maio, período reservado para que os partidos realizem suas convenções e escolham quem disputará o comando da prefeitura. Logo em seguida, no dia 20 de maio, encerra-se o prazo para que as candidaturas sejam formalizadas junto à Justiça Eleitoral. Candidatos que ocupem cargos públicos e queiram concorrer devem observar as regras de desincompatibilização, afastando-se de suas funções em até 24 horas após a definição da chapa. A campanha nas ruas e na internet estará liberada a partir de 21 de maio, seguindo rigorosamente as normas vigentes do TSE.
Estão habilitados para votar os cidadãos que regularizaram seu título ou se inscreveram no município até 21 de janeiro deste ano. No dia da votação, as seções funcionarão no horário tradicional, das 8h às 17h. Aqueles que estiverem ausentes poderão justificar a falta pelo aplicativo e-Título ou nos canais oficiais em até 60 dias após o pleito. Para dar suporte a todo o processo, o cartório eleitoral de Januária, responsável pela jurisdição local, funcionará em regime de plantão aos finais de semana e feriados a partir de 20 de maio, garantindo que o novo governo seja diplomado até 13 de julho.
A necessidade de uma nova eleição em Bonito de Minas surgiu após o indeferimento definitivo do registro de Dílson da Senhorinha (União). O político, que recebeu a maior votação em outubro de 2024, foi impedido de assumir devido a uma condenação por abuso de poder político relativa ao ano de 2020. Enquanto a cidade aguarda o desfecho das novas urnas e a posse dos eleitos, o Poder Executivo municipal permanece sob a responsabilidade interina do presidente da Câmara de Vereadores.
