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Barragem de Congonhas é pauta em BH

Reunião técnica define diretrizes para documento licitatório que promete ser solução estruturante para a região

Um novo capítulo na novela da Barragem de Congonhas foi escrito em Belo Horizonte. Em reunião estratégica na sede da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), lideranças políticas e representantes do setor produtivo do Norte de Minas apresentaram diretrizes cruciais para o futuro do empreendimento. O foco central não é apenas a obra em si, mas o modelo de concessão que definirá quem terá direito à água.

USO DA ÁGUA

Diferente de discussões anteriores focadas apenas em prazos, o encontro liderado pela diretora-presidente da Codemge, Luísa Cardoso, priorizou a formatação jurídica do processo licitatório. O objetivo é evitar o monopólio: as lideranças exigem um documento que impeça o direcionamento do recurso hídrico para um único interessado, garantindo que o benefício seja democratizado entre o abastecimento urbano e a produção rural.

“A barragem não é uma pauta recente; ela é parte do compromisso histórico com o futuro da nossa região”, afirmou Flávio Gonçalves Oliveira, presidente da Sociedade Rural de Montes Claros, destacando que a entidade pleiteia essa solução estruturante há décadas.

A articulação, encabeçada pela Prefeitura de Montes Claros, reflete o senso de urgência imposto pelo rápido crescimento demográfico da maior cidade do Norte de Minas. A comitiva contou com um peso político significativo para pressionar pela celeridade do projeto: Otávio Rocha, vice-prefeito de Montes Claros; Arlen Santiago, deputado estadual; Moisés Souza, prefeito de Itacambira; Representantes da ACGC e diretores da Sociedade Rural.

A tese defendida pelo grupo é clara: o desenvolvimento do Rio Verde Grande e dos municípios vizinhos está intrinsicamente ligado à segurança hídrica. Sem um modelo de gestão que seja, simultaneamente, eficiente e transparente, o crescimento econômico regional corre riscos.

O próximo passo agora cabe à equipe técnica da Codemge, que deverá integrar essas orientações ao edital de licitação, buscando equilibrar o interesse público com a viabilidade econômica do projeto que promete ser a redenção hídrica da região.

Reunião técnica define diretrizes para documento licitatório que promete ser solução estruturante para a região

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