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Apicultores trocam experiências e fortalecem inclusão em territórios

MONTES CLAROS reuniu produtores e pesquisadores no maior encontro da apicultura de Minas Gerais

O mel brasileiro tem conquistado novos mercados, gerado renda e fortalecido comunidades rurais. Por trás desse crescimento está a articulação entre produtores, pesquisadores e políticas públicas que valorizam a apicultura e a meliponicultura. Esse diálogo ganhou força nos dias 22 e 23 de outubro, durante o 5º Congresso Mineiro de Apicultura e o 22º Seminário de Apicultura do Norte de Minas Gerais, no Parque de Exposições João Alencar Athayde, realizados pela primeira vez de forma conjunta, em Montes Claros, cidade símbolo do setor apícola no Estado.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) marcou presença com a Rota do Mel, programa que apoia arranjos produtivos locais em todo o país. O evento reuniu os principais atores da apicultura e meliponicultura de Minas Gerais e do Brasil, com o tema A polinização a serviço da vida. Com uma programação diversifiDE BUTUCA NAZARENO DIAS debutuca@ig.com.br – nazadiaz@yahoo.com.br cada, o congresso buscou incentivar o aprendizado, a troca de experiências e a construção de soluções conjuntas para o fortalecimento da cadeia produtiva do mel. A agenda reuniu cerca de 1.700 participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores, estudantes, empresas e instituições públicas e privadas

Secretário Nacional de Políticas de Desenvolvimento Territorial e Regional do MIDR, Daniel Fortunato destacou a importância do evento e o papel da Rota do Mel na promoção do desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o retorno do congresso após 14 anos representa mais uma vitória na estruturação da cadeia produtiva do mel em Minas.

“É incrível estar em um evento dessa magnitude, com quase duas mil pessoas. A Rota do Mel tem transformado vidas. Estamos trabalhando para expandi-la até 2026, com novos polos no Acre, Amapá, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal, Maranhão,

Goiás e Tocantins. Nosso objetivo é fazer do mel um verdadeiro vetor de desenvolvimento sustentável, fortalecendo a agricultura familiar, promovendo inclusão social e conectando o Brasil com o mundo”, afirmou o secretário.

Superintendente da Codevasf em Montes Claros, Romeu Pereira ressaltou os avanços conquistados ao longo de quase duas décadas de atuação na cadeia produtiva do mel no Norte de Minas Gerais. “Ver a vida das pessoas melhorando, gerar renda, preservar o meio ambiente e incentivar outras ações dentro da cadeia produtiva do mel são nossos objetivos. É gratificante ver que o trabalho está dando resultado e que o Norte de Minas se tornou referência nacional em apicultura”, destacou Romeu Pereira.

APOIO ESTRATÉGICO A produtora rural e meliponicultora Heloneide Barros, do quilombo do Mel da Pedreira, no Amapá, compartilhou sua experiência durante o congresso. “Sou grata ao ministério por nos dar essa oportunidade e trazer a gente de tão longe para conhecer, aprender e mostrar o nosso mel do Amapá. Somos mulheres, jovens e idosos trabalhando juntos na agricultura familiar. A meliponicultura é nosso sustento e um presente para o quilombo”, contou.

ROTA DO MEL

Criada em 2012, a Rota do Mel é uma das iniciativas do MIDR para promover o desenvolvimento territorial sustentável por meio do fortalecimento dos arranjos produtivos locais ligados à apicultura, à meliponicultura e a outros produtos das abelhas. A prioridade está nas regiões de baixa renda, com forte presença da agricultura familiar, especialmente no Nordeste e no semiárido brasileiro. Atualmente, a Rota do Mel está presente em 12 estados brasileiros, com 14 polos ativos, alcançando 370 municípios.

MONTES CLAROS reuniu produtores e pesquisadores no maior encontro da apicultura de Minas Gerais

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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