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Amams e Acelen discutem parcerias para produção de macaúba na região

DIRIGENTES da Amams e da Acelen Combustíveis se reuniram na sede da entidade

 A Associação dos Municí­pios da Área Mineira da Sudene (Amams) recebeu, na manhã dessa quarta-feira (8/10), repre­sentantes da empresa Acelen Renováveis para discutir a im­plantação de um amplo projeto de plantio de macaúba voltado à produção de biocombustível para aviação (bioquerosene). A Ace­len, que atua no setor de energia renovável e possui investimen­tos do grupo Mubadala Capital, de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), pretende implantar o projeto em áreas do Norte de Mi­nas e da Bahia, totalizando 180 mil hectares de cultivo, sendo 40 mil destinados à agricultura familiar.

 A reunião ocorreu na sede da Amams, em Montes Claros, e contou com a presença do pre­sidente da entidade e prefeito de São João da Lagoa, Ronaldo Soares Mota Dias, do prefeito de Coração de Jesus, Samuel Barreto; do diretor de Relações Institucionais da Acelen, Bernar­do Araújo; do coordenador de Agricultura Familiar da empresa, Leonardo Ferreira; do secretário­-executivo da Amams, Fabiano Oliveira; e dos assessores Ro­naldo Mota Dias e Felipe Leal.

 Durante o encontro, Bernar­do Araújo explicou que o grupo vai construir uma biorefinaria no Recôncavo Baiano, próxima à Refinaria Landulpho Alves, já operada pela empresa. A meta é criar cinco unidades coletoras, possivelmente no Norte de Mi­nas, para processar o coco da macaúba, fruto nativo da região e considerado promissor na produ­ção de biocombustíveis. Segun­do ele, o projeto busca estimular o plantio de macaúbas em áreas degradadas, conciliando geração de renda e preservação ambien­tal.

 Os produtores da agricul­tura familiar poderão aderir ao programa com áreas de até 10 hectares, recebendo pró-labore mensal de R$ 1,8 mil durante o plantio e, após o início da colhei­ta, lucros estimados em até R$ 6 mil mensais. A Acelen fornece­rá mudas, assistência técnica e garantirá contrato de compra por 10 anos. A empresa também ne­gocia com o Banco do Nordeste (BNB) para viabilizar o financia­mento do custeio inicial dos pro­dutores.

 Presidente da Amams, Ro­naldo Soares Mota Dias desta­cou a importância do projeto, mas ressaltou a necessidade de garantir condições financei­ras adequadas aos pequenos agricultores: “Sem apoio inicial, será difícil engajar a agricultura familiar, pois o custo do plantio é elevado e ainda há desconfiança devido a experiências anterio­res com outras culturas, como a mamona, cujos contratos não foram cumpridos”, afirmou. Ele reforçou que a parceria com o Banco do Nordeste pode ser de­cisiva para viabilizar o programa, desde que alinhada às políticas públicas vigentes.

 A Acelen informou ainda que o cultivo poderá ser consorciado com culturas como cacau e café, aumentando a rentabilidade e diversificando a produção. A empresa também pretende inte­grar o projeto com universidades como a UFMG e a Unimontes, fortalecendo a inovação, a pes­quisa e a sustentabilidade no campo. O investimento inicial da Acelen Renováveis no Brasil é de US$ 3 bilhões, com potencial para gerar até 85 mil empregos diretos e indiretos e movimentar cerca de R$ 40 bilhões na econo­mia nacional até 2035.

 A Acelen Renováveis é uma empresa de energia renovável da Mubadala Capital, compa­nhia global de gestão de ativos sediada em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, criada para atuar de forma estratégica na transição energética mundial.

DIRIGENTES da Amams e da Acelen Combustíveis se reuniram na sede da entidade

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