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ALMG fiscaliza fornecimento de energia em Vale das Cancelas

Visita em Grão Mogol vai avaliar impactos da instabilidade elétrica sobre água, produção rural e serviços públicos

Visita em Grão Mogol vai avaliar impactos da instabilidade elétrica sobre água, produção rural e serviços públicos

A Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza nesta sexta-feira (27/2), a partir das 10 horas, visita ao Distrito de Vale das Cancelas, localizado na zona rural de Grão Mogol, no Norte de Minas. A atividade foi requerida pelo deputado Ricardo Campos (PT) e faz parte das ações do projeto Assembleia Fiscaliza – Tema em Foco 2025-2026.

O principal objetivo da diligência é verificar as condições do fornecimento de energia elétrica na região e avaliar os impactos da instabilidade sobre o acesso à água, os serviços públicos, as atividades produtivas e a qualidade de vida da população local. O ponto de encontro será no Restaurante Mineiro, na comunidade de Vista Alegre, às margens da BR-251. Em seguida, os parlamentares visitarão outras localidades do distrito e, ao final da programação, participarão de reunião com autoridades e moradores na Quadra Poliesportiva da Escola Municipal José Drumond.

Segundo o deputado Ricardo Campos, a situação enfrentada pelas comunidades revela um quadro de desigualdade energética que precisa ser enfrentado de forma estrutural. Ele afirma que as quedas constantes e a baixa qualidade da energia fornecida comprometem não apenas o cotidiano das famílias, mas também o funcionamento de serviços públicos essenciais e o desempenho de pequenos produtores rurais.

O tema integra o foco do biênio da Assembleia, que discute a política energética em Minas Gerais, especialmente nas regiões Norte, Noroeste, Vale do Jequitinhonha, Vale do Mucuri, Vale do Rio Doce e Região Metropolitana de Belo Horizonte. Entre as preocupações estão as dificuldades enfrentadas por comunidades e produtores na aprovação de projetos de geração distribuída e os prejuízos causados pela precariedade do serviço.

Durante a visita, serão coletados relatos da população e dados técnicos que poderão subsidiar futuras ações legislativas e de fiscalização. A expectativa é que o levantamento fortaleça o acompanhamento dos trabalhos da comissão e contribua para a formulação de propostas voltadas ao enfrentamento da chamada pobreza energética no Estado.

O Vale das Cancelas é um território tradicional geraizeiro, formado por mais de 70 comunidades que mantêm modo de vida baseado na convivência com o Cerrado. Em 2014, o Ministério Público Federal reconheceu, por meio de parecer técnico, a identidade e a história dessas populações, que habitam a região há cerca de sete gerações.

Com população estimada em 1.676 habitantes e área aproximada de 114 km², o distrito também enfrenta desafios relacionados à convivência com atividades minerárias na região. A combinação de dificuldades estruturais, tensões territoriais e instabilidade no fornecimento de energia tem mobilizado lideranças locais.

Entre os convidados confirmados para acompanhar a visita estão o presidente da Câmara Municipal de Grão Mogol, Rubens Batista Alves, e o presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública, Weigle Runyan Augusto Silva.

A Comissão de Participação Popular destaca que a iniciativa busca ampliar o diálogo com a sociedade, ouvir diretamente os atingidos e reforçar o papel fiscalizador do Legislativo estadual, com vistas à melhoria das condições de vida das comunidades do Norte de Minas.

Visita em Grão Mogol vai avaliar impactos da instabilidade elétrica sobre água, produção rural e serviços públicos

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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