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Abertas inscrições para capacitação de profissionais

Estão abertas até o dia 17 – segunda-feira, as inscrições para a capacitação de profissionais de educação e de saúde que irão atuar no Programa Miguilim - Saúde Ocular dos Estudantes.

Estão abertas até o dia 17 – segunda-feira, as inscrições para a capacitação de profissionais de educação e de saúde que irão atuar no Programa Miguilim – Saúde Ocular dos Estudantes. A Iniciativa conjunta das Secretarias de Estado Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e de Educação (SEE-MG), visa preparar profissionais para abordar questões relacionadas à saúde ocular entre os estudantes de toda a rede pública de educação básica.

Profissionais da saúde e da educação da rede pública de ensino básico podem se inscrever por meio deste link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdV_giFXT0v1GaNMS1SDfnf4gKGj7VdRjV9gaSkZ0VrYOCxSQ/viewform para participarem da primeira turma. A formação acontecerá no período de 18 de junho a 18 de julho, com um total de cinco mil vagas disponíveis.

O curso, com uma carga horária de 20 horas, será ministrado online, na Plataforma da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores da SEE-MG e abrange temas como normativas gerais; estratégias de promoção e prevenção da saúde ocular; procedimentos de triagem; fluxos de atendimento e registro de atividades. Será exigido um aproveitamento mínimo de 70% para a certificação dos cursistas, que será emitida na mesma plataforma.

O Programa Miguilim foi instituído pela Deliberação 4.284, da Comissão Intergestores Bipartite do Sistema Único de Saúde (CIB-SUS), publicada no dia 25 de julho de 2023. Por meio do Programa será possível ampliar as ações de promoção e prevenção de agravos em saúde auditiva e saúde ocular no âmbito das escolas públicas em todo o Estado.

O programa visa a identificação precoce de alterações auditivas e visuais, além de ampliar a abrangência na atenção especializada para a realização de exames oftalmológicos e auditivos e consultas especializadas em otorrinolaringologia e oftalmologia.

Além dos exames clínicos especializados, o Miguilim também prevê a concessão de óculos para todos os educandos que tenham indicação, de forma a propiciar a melhor acuidade visual possível. Em todo o Estado o investimento previsto é superior a R$ 31,5 milhões.

O nome do Programa foi inspirado no personagem do livro “Manuelzão e Miguilim”, publicado em 1959 pelo escritor mineiro Guimarães Rosa. Ele é um garoto do sertão e não entende o universo dos adultos. Um dia, ganha uns óculos e começa a enxergar o mundo de uma forma diferente e a descrever tudo de maneira intensa, cheia de impressões que antes desconhecia.

NORTE DE MINAS

Em setembro do ano passado, durante reunião da CIB-SUS realizada em Montes Claros, os gestores de saúde aprovaram a participação de serviços de saúde no Programa Miguilim. Para o atendimento de demandas de saúde auditiva de estudantes residentes em 54 municípios da área de atuação da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS) foram aprovados oito serviços sediados em Bocaiúva, Coração de Jesus, Francisco Sá, Janaúba, Monte Azul, Montes Claros, Salinas e Taiobeiras.

Já para o atendimento de demandas de saúde ocular, 22 municípios formalizaram adesão ao Programa Miguilim. São eles: Bocaiúva; Engenheiro Navarro; Francisco Dumont; Guaraciama; Joaquim Felício; Olhos D´Água; Coração de Jesus; Francisco Sá; Capitão Enéas; Janaúba; Pai Pedro; Serranópolis de Minas; Monte Azul; Montes Claros; Mirabela; Itacambira; Salinas; Novorizonte; Rubelita; Taiobeiras; Rio Pardo de Minas e São João do Paraíso.

Para viabilizar a implementação do Programa, cada microrregião de saúde está sendo contemplada com o repasse de R$ 98,6 mil para a estruturação dos Serviços de Saúde Auditiva na Infância (SSAIs), articulados com as unidades de Atenção Primária à Saúde (APS). Esses serviços serão de referência nas microrregiões e o encaminhamento de crianças para a realização de exames será regulado.

A estruturação dos SSAIs em onze microrregiões de saúde do Norte de Minas conta com a disponibilização de mais de R$ 1,5 milhão da SES-MG divididos da seguinte forma: R$ 1,1 milhão para a compra de equipamentos e R$ 365,3 mil para o custeio complementar de atendimentos de saúde auditiva e consultas otorrinolaringológicas. Serão contempladas as microrregiões de Bocaiúva; Coração de Jesus; Francisco Sá; Janaúba/ Monte Azul; Januária; Manga; Montes Claros; Pirapora; Salinas; Taiobeiras e Brasília/São Francisco. As microrregiões integram as áreas de atuação da SRS de Montes Claros e das Gerências Regionais de Saúde de Januária e Pirapora.

Os recursos de investimentos são direcionados para a compra de cabine audiométrica; audiômetro; otoscópio; imitanciômetro; sistema de campo livre; computador e mobiliário. A estimativa é de que, de 19 mil 535 crianças com idade entre zero e três anos matriculadas na rede pública, sejam realizados no primeiro ano do Programa mais de 4,3 mil atendimentos nas áreas de saúde auditiva e otorrinolaringológica.

ÓCULOS

A SES-MG também está disponibilizando mais de R$ 1,8 milhão aos 86 municípios da macrorregião de saúde do Norte de Minas para o custeio de consultas e compra de óculos a serem doados a crianças que porventura tenham algum problema ocular. Para o custeio de consultas o valor repassado será superior a R$ 800 mil. Já para a aquisição de óculos o investimento previsto é superior a R$ 1 milhão.

Abertas inscrições para capacitação de profissionais
Estão abertas até o dia 17 – segunda-feira, as inscrições para a capacitação de profissionais de educação e de saúde que irão atuar no Programa Miguilim - Saúde Ocular dos Estudantes.

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, na Santa Casa. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. “A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde. A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período. ESQUEMA VACINAL - Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas. A vacinação será realizada da seguinte forma: • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias. • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados. Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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