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Prefeito afirma que há cenário de crise econômica no país

O prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), afirmou que a administração segue segura quanto aos passos que devem ser dados para garantir qualidade de vida à população. Em entrevista de quase uma hora ao programa Comando das Sete (Rádios Educadora e Pop), Guilherme afirmou que são 200 obras em andamento, algumas de médio e longo prazo, como o hospital municipal e o estádio. Mas ressaltou que o cenário mundial e também nacional é de incertezas, principalmente no campo da economia.

COFRE- Sobre essas incertezas econômicas, apontou o corte de verbas que recairá sobre municípios devido à mudança da tabela de cobrança do imposto de renda. “Todos sabem que o corte no imposto de renda gera benefícios ao cidadão. Não é essa questão. O detalhe é que, no caso de Montes Claros, essa alteração também atinge a arrecadação do município, que perderá R$ 60 milhões, duas avenidas do porte da Vicente Guimarães. Isso também afeta o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).”

SALDO- Guilherme Guimarães afirmou que a prefeitura mantém a organização e o modelo deixado pelo ex-prefeito Humberto Souto. “Não queremos que haja retrocesso e por isso mantemos o mesmo ritmo, a mesma segurança, com planejamento para execução de obras viárias, de infraestrutura, mas privilegiando a saúde e a educação.” Lembrou que a questão da saúde ficou com grave problemas de retenção de exames e procedimentos eletivos, isso a partir da pandemia. Mas os serviços foram contratados para que a fila ande e as pessoas sejam atendidas.

NOVATOS- As mudanças administrativas provocadas pela admissão de concursados, 3.500 novos servidores, também causam impacto. É um processo que demanda tempo, absorção de nova leva de servidores, principalmente na saúde e educação. E inclusive alguns desistem. Enquanto essas mudanças ocorrem, o gestor tem que ficar de olho no cofre. Citou o caso do Fundo Nacional de Educação Básica (Fundeb) – cujos repasses caíram. Os recursos federais pagaram 10 meses de salários e os dois outros, mais o 13º foram pagos pela prefeitura. “Isso pesa muito e o governo federal não sinaliza em ampliar os repasses necessários.”

ATUAÇÃO- Anunciou durante a entrevista que 22 ônibus elétricos, já licitados, estão perto de começar a rodar, com a previsão, de que até setembro, outros 27 ônibus elétricos, modernos, estarão circulando. “Isso é trabalho para deixar o preço da passagem em queda, melhorar a qualidade do transporte público e diminuir a dependência do consórcio de transporte coletivo, que também tem as suas dificuldades.”

LAGOA- Durante a entrevista, mais de 200 ouvintes enviaram mensagens perguntando sobre, principalmente, asfaltamento de via públicas. Também foram feitos questionamentos sobre a revitalização da Lagoa da Pampulha, obras de drenagem em curso e Rodoviária. Guimarães pontuou que o asfaltamento continua, assim como o recapeamento de algumas vias em áreas degradadas pelo tempo. Quanto à lagoa, reafirmou que a limpeza continua, é um trabalho lento, dispendioso, exige tempo, citando como exemplo outras ações iguais em Sete Lagoas e Belo Horizonte, em que obras desse tipo demoraram décadas. No caso da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, até hoje não foi concluída totalmente. A Rodoviária está ainda em reforma e terá sistema de segurança para privilegiar os passageiros, quem trabalha no prédio, como taxistas e comerciantes estabelecidos.

VEJA- A entrevista completa está disponível no YouTube. Guilherme Guimarães se mostrou muito seguro e com conhecimento de todos os acontecimentos na gestão. Solícito, tranquilo, conhece os problemas na saúde e educação, infraestrutura e social, assim como cobra soluções, uma delas que o secretariado esteja vinculado aos desejos e necessidades da população.

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, de seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde do Brasil”, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) Justiça, no Rio de Janeiro. O encontro abordou principalmente os impactos da judicialização de medicamentos e das mudanças climáticas na saúde pública, reunindo especialistas, representantes do Judiciário e da sociedade civil, que puderam acompanhar as estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar esses desafios. Durante o seminário, foram apresentadas ações para aprimorar a gestão das demandas judiciais e garantir o cumprimento das decisões, como a priorização da entrega direta de medicamentos ao paciente. Essa estratégia contribui para gerar economicidade aos cofres públicos, considerando o poder de compra do Governo Federal, que possibilita aquisições em maior escala e com descontos. No ano passado, foram realizadas mais de 4,7 mil entregas, sendo quase 70% dos medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde e não por depósito judicial. “Os gastos com a judicialização no SUS caíram consideravelmente nos últimos anos. A construção de um arcabouço jurídico mais claro e seguro, com diretrizes objetivas para a tomada de decisões em diferentes instâncias da Justiça, tem papel fundamental na garantia da melhor aplicação dos recursos públicos e na efetivação do direito constitucional à saúde de qualidade para todos”, reforçou o ministro, Alexandre Padilha. Além disso, o ministro Padilha destacou a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), iniciativa que amplia a oferta de medicamentos para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação gradual de 23 novos fármacos de alto custo a partir de outubro, contribuindo também para a redução da judicialização na oncologia. O enfrentamento dessa temática também envolve o fortalecimento da avaliação e incorporação de tecnologias, o aprimoramento dos processos de aquisição e distribuição, a ampliação da transparência e o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais instituições envolvidas na garantia do direito à saúde. Para o enfrentamento das mudanças climáticas, sobretudo diante dos impactos associados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e que pode alterar os padrões de chuva e temperatura, o Ministério da Saúde tem intensificado sua atuação por meio da Sala Nacional de Situação de Emergências Climáticas em Saúde. A estrutura permanente é voltada ao monitoramento e à resposta coordenada a eventos extremos, como enchentes, secas e queimadas. Outra iniciativa é o AdaptaSUS, plano destinado a ampliar a resiliência estrutural de hospitais e unidades básicas de saúde diante de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, enchentes, secas e queimadas. A estratégia também integra informações ambientais e epidemiológicas para subsidiar a tomada de decisões e fortalecer a capacidade de resposta do SUS. Padilha reforça que “o impacto das mudanças climáticas e do aumento da temperatura no Brasil exige uma reorganização do SUS, voltada não somente às tragédias, mas, com preparação. Isso é o que estamos fazendo, a partir do uso de evidência e previsibilidade, antecipação por monitoramento e análise e previsão epidemiológica, com foco nas especificidades territoriais e demográficas de cada região” Ainda no Rio de Janeiro, o ministro participou da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2026, promovida pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O encontro reuniu entidades da área da saúde, movimentos sociais, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os desafios atuais do SUS e os caminhos para seu fortalecimento. Entre os principais temas debatidos estiveram a defesa do caráter público e universal do sistema, a participação social na construção das políticas de saúde, a valorização dos trabalhadores e os desafios sanitários contemporâneos. Padilha também participou do encerramento do 64º Congresso Científico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que teve como tema central “Saúde 5.0: Conectando Tecnologia e Humanização”. O evento ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto e teve como objetivo discutir os impactos da inteligência artificial, da transformação digital e da inovação diagnóstica, sem perder de vista o acolhimento ao paciente. O HUPE é referência em assistência especializada no estado e certificado como hospital de ensino. A unidade possui 518 leitos destinados ao SUS, distribuídos entre as áreas de terapia intensiva, obstetrícia, cirurgia, pediatria, cuidados a pacientes crônicos e psiquiatria.
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