[views count="1" print="0"]

TCU quer rever meta fiscal de resultado primário

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, sob a relatoria do ministro Benjamin Zymler, rever, parcialmente, os termos de sua deliberação tomada em setembro. Naquela ocasião, o TCU havia decidido que a adoção do limite inferior do intervalo de tolerância do resultado primário, em substituição ao centro da meta, não seria compatível com o regime jurídico-fiscal então vigente.

Isso ocorreu na sessão plenária da Corte de Contas de 24 de setembro, na qual foi aprovado o Acórdão 2208/2025 – Plenário, cujo item 9.1 assinalava: “dar ciência ao Ministério do Planejamento e Orçamento de que a adoção do limite inferior do intervalo de tolerância, em substituição ao centro da meta de resultado primário, como parâmetro para a limitação de empenho e movimentação financeira, revela-se incompatível com o regime jurídico-fiscal vigente“.

No entanto, em 31 de outubro foi promulgada a Lei 15.246/2025, que alterou o art. 69 da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 (LDO 2025: Lei 15.080/2024), que passou estabelecer expressamente que, se fosse necessário limitar empenho e movimentação financeira, o Poder Executivo Federal deveria considerar o limite inferior do intervalo de tolerância, e não o centro da meta fiscal de resultado primário.

Com o advento da nova legislação, o TCU deu provimento parcial ao recurso (embargos declaratórios) da Advocacia-Geral da União (AGU) na sessão plenária ordinária de 3 de dezembro de 2025, modificando a redação do item 9.1 da decisão de setembro.

Por isso, o item 9.1 do Acórdão 2208/2025 passará a ter a seguinte redação: “9.1. informar ao Poder Executivo Federal que a adoção do limite inferior do intervalo de tolerância, em substituição ao centro da meta de resultado primário, como parâmetro para a condução da gestão orçamentária e financeira ao longo do exercício, representa risco ao alcance do objetivo de manter a dívida pública em níveis sustentáveis, conforme art. 164-A da Constituição Federal, e à própria credibilidade do arcabouço fiscal“.

“O fato concreto é que, diante das novas disposições da LDO 2025, não mais é dado ao Poder Executivo promover o contingenciamento por parâmetro outro que não o limite inferior da meta de resultado primário“, explicou o ministro-relator Benjamin Zymler.

“Daí por que deve ficar claro que o TCU está apenas dando conhecimento ao Poder Executivo – bem como à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional – de que a busca do limite inferior da meta de resultado primário pode representar riscos à sustentabilidade da dívida pública e à credibilidade da política fiscal”, afirmou o ministro Zymler.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendadas a você

Legisladores aprovam recomposição salarial
Legisladores aprovam recomposição salarial
Projeto que incentiva produção de biogás e biometano avança
Projeto que incentiva produção de biogás e biometano avança
Cadastro de condenados por violência à mulher será analisado
Cadastro de condenados por violência à mulher será analisado
Mulheres destacam ações em audiência
Mulheres destacam ações em audiência
Missão do Bird visita Sudene e parceria pode garantir US$ 300 mi
Missão do Bird visita Sudene e parceria pode garantir US$ 300 mi
Parque Milton Prates recebe cuidados e reforça bem-estar
Prefeitura investe R$ 45 mi em pavimentação
TJMG agraciado com o Colar do Mérito
TJMG agraciado com o Colar do Mérito
Postos de combustíveis autuados durante fi scalização
Postos de combustíveis autuados durante fiscalização
Renatura lização de rios é estratégia contra enchentes nas cidades
Funasa e Ministério firmam acordo para levar água a quilombolas
Prefeitura leva cidadania e serviços públicos
Governo mineiro divulga lista de agraciados com a Medalha da Inconfidência
Eduardo Cunha avança e articula base na região
Câmara Municipal concede título de Cidadão Honorário a Tampinha
ZEMA ANTECIPA SAÍDA E ENTRA NO JOGO PRESIDENCIAL
Ano Novo reacende conflitos antigos sem fim
UEMG sob influência de decisão política 
Diamantina se projeta nacionalmente no turismo 
Cedro mira liderança em minério verde com investimentos de R$ 3,5 bi em Minas Gerais  
Venda de ingressos para Galo x Cruzeiro nesta 4ª
Produção industrial cresce em Minas