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Projeto fortalece produção agropecuária no Norte de Minas

Proposta prevê novas pesquisas, instalação de unidades demonstrativas e produção de mudas

Um projeto de pesquisa conduzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) em parceria com outras instituições de ciência e tecnologia busca avaliar e fortalecer a cadeia produtiva da agropecuária nas mesorregiões dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e no Norte de Minas. Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o projeto de diagnóstico tecnológico e fortalecimento das cadeias produtivas agropecuárias e florestais nas regiões do Vale do Jequitinhonha, Vale do Mucuri e Norte de Minas Gerais é coordenado pelo pesquisador Jéfferson de Oliveira Costa.

As regiões incluídas no trabalho representam 35% da extensão territorial do estado e abrigam 15% da população mineira, para o pesquisador, os números não se reverberam em ciência e tecnologia na região. “Esse baixo investimento em pesquisa e difusão tecnológica se reflete no desempenho modesto do PIB local, cerca de 6,5% do total estadual”, afirma o coordenador.

“Minas Gerais é o maior produtor de café arábica, leite, batata-inglesa, alho e ervilha. Está entre os principais produtores de feijão, abacate, laranja, limão, sorgo, látex, cana-de-açúcar, banana, tilápia e ovos de galinha e de codornas. No entanto, a maior parte desta produção está fora das mesorregiões contempladas na proposta. O êxito desse trabalho pode elevar a posição do estado, em termos de produção agropecuária e florestal”.

OBJETIVOS – O projeto pretende elaborar um diagnóstico das cadeias produtivas, ampliar a transferência e a difusão das tecnologias e possibilitar o desenvolvimento de novas técnicas que possam melhorar o nível tecnológico das propriedades rurais, por meio da qualificação de produtores, consultores e extensionistas. O prazo de vigência é de quatro anos, de 2025 a 2029 e recursos liberados somam R$ 2,3 milhões.

“As atividades previstas, incluem novas pesquisas, instalação de unidades demonstrativas e produção “As atividades previstas, incluem novas pesquisas, instalação de unidades demonstrativas e produção de mudas de novas cultivares de café e manivas de mandioca mais produtivas. Também serão realizadas capacitações, dias de campo e workshops nas áreas de cafeicultura, fruticultura, bovinocultura, silvicultura e irrigação”, detalha o pesquisador. O coordenador explica que as pesquisas terão como foco o desempenho de cultivares de café arábica e clones de canéfora, nutrição do cacaueiro, uso de porta-enxertos na videira, melhoramento de genótipos de pitaya e mandioca.

“Esperamos alcançar um aumento significativo da produtividade agropecuária e florestal nessas mesorregiões por meio da inserção de tecnologias inovadoras e sustentáveis”. Outro ponto de destaque serão os estudos das condições climáticas atuais e futuras. “Também serão determinados indicadores de requerimento hídrico de culturas anuais”, acrescenta Jéfferson.

A equipe de trabalho do projeto inclui, além da Epamig, pesquisadores e professores do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e extensionistas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG).

Proposta prevê novas pesquisas, instalação de unidades demonstrativas e produção de mudas

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