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Justiça manda transporte coletivo indenizar mulher

Ação contou com apoio de vereador e passageira que teve braço mutilado em lotação receberá R$ 22 mil

O Consórcio Moc Bus, que explora o transporte coletivo urbano em Montes Claros, foi condenado pela Justiça a pagar mais de R$ 22 mil a uma usuária que teve o braço esmagado pela porta traseira de um lotação. A indenização é resultado de um processo movido pela vítima com intermediação do gabinete do vereador Rodrigo Cadeirante, do União Brasil, que colocou seu departamento jurídico à disposição das pessoas que sofrem acidentes em decorrência da má qualidade na prestação serviço de transporte público na cidade.

Antes de ser eleito vereador, o próprio Rodrigo Cadeirante já havia ganho ação dos concessionários, alegando que os ônibus não ofereciam acessibilidade. Ele, que tem severas limitações motoras e se vale de uma cadeira de rodas para transitar, foi indenizado em R$ 53 mil. Na época, anunciou que usaria parte desse recurso para ajudar outras vítimas que não tivessem condições de custear ações judiciais contra o prestador.

“Vi nessa iniciativa uma forma de motivar as vítimas desse descaso a procurarem orientação jurídica, para fazer valer seus direitos. Faço questão de usar a tribuna da Câmara e minhas redes sociais para colocar meu mandato à disposição dessas pessoas”, reforçou.

Posteriormente, Rodrigo Cadeirante vem, reiteradamente, denunciando as omissões praticadas pelo Moc Bus e seus descumprimentos do contrato de prestação de serviços com o município. Suas críticas já lhe valeram processos por parte dos empresários do setor, mas o vereador venceu todos, num total de 9. O último foi justamente o ganho de causa na ação indenizatória à senhora que machucou o braço depois que a porta traseira foi fechada com o veículo superlotado. Tratou-se de uma ação por danos materiais e morais.

“Eu denunciei aqui o episódio que vitimou uma senhora que teve o braço mutilado pela porta. Ela foi espremida e jogada para fora no momento em que a porta fechou. O juiz já intimou o Moc Bus a pagar R$ 22, 164 mil a ela”, revelou.

Uma das mazelas apontadas pelo vereador diz respeito à obrigação dos motoristas terem que desempenhar múltiplas funções, como, por exemplo, fazer as vezes de cobrador, recebendo a passagem e passando o troco; embarcar e desembarcar cadeirantes, além de dirigirem o veículo. “Isso, num trânsito que nós sabemos não ser dos melhores. Ou seja, esses trabalhadores também são vítimas dessas empresas picaretas”, considera.

Cadeirante denuncia ainda que as empresas pararam de pagar o plano de saúde, o que comprometeu o tratamento de uma de suas funcionárias, que lutava contra um câncer e acabou falecendo por mais essa omissão. Outro problema está relacionado às más condições dos carros para trafegar. Só na semana passada, três deles tiveram problemas mecânicos enquanto transportavam os passageiros. No início do mês, um ônibus pegou fogo na rua Dr. Santos, em pleno centro da cidade.

Ação contou com apoio de vereador e passageira que teve braço mutilado em lotação receberá R$ 22 mil

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