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CNI propõe obras e concessões de BRs

Confederação defende ações para a melhoria da infraestrutura no Norte de Minas

Lançado na última terça-feira (15/10) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o estudo “Panorama da Infraestrutura – Região Sudeste” revela que 36% dos empresários industriais consideram as condições de infraestrutura da região como regular, ruim ou péssima. O levantamento da CNI reúne informações sobre as áreas de transporte, energia, saneamento básico e telecomunicações, bem como as propostas para melhorias da infraestrutura nos quatro Estados da região.

Para que a infraestrutura possa ser aprimorada, a entidade, em conjunto com as federações das indústrias, elenca uma série de propostas, incluindo 14 para Minas Gerais. Na listagem, aparecem ainda proposições para os aeroportos, ferrovias, geração hídrica, transmissão de energia e distribuição de gás natural. A CNI propõe, por exemplo, que as BRs-251, de Montes Claros a Divisa Alegre; 116, entre Governador Valadares e Divisa Alegre; e 365, trecho ligando Patrocínio até Montes Claros, passe por obras de duplicação e/ou aumento de capacidade, além de serem incluídas na carteira de concessões.

A CNI sugere ainda que sejam direcionados recursos públicos para a duplicação da BR-262, entre João Monlevade e Espírito Santo, e para a pavimentação da BR-267, que faz a ligação do Vale do Jequitinhonha e o Sul da Bahia; e da BR-135, entre Manga e Itacarambi. No mesmo levantamento, a entidade lista as rodovias com o maior número de acidentes na região Sudeste no ano passado. Quatro passam por Minas Gerais: BR-381 (2º lugar/2.638 acidentes); BR-040 (4º/1.815); BR116 (7º/1.410) e BR-262 (8º/924). Diante da precariedade da malha rodoviária mineira, a maioria das sugestões destina-se às estradas.

TERCEIRA EDIÇÃO

 Este trabalho é o terceiro de uma série de cinco produzidos pela CNI com o objetivo de estabelecer um retrato das condições de infraestrutura nas regiões brasileiras, identificando necessidades de investimento e pleitos do setor industrial.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressalta que o relatório busca contribuir para a melhoria da infraestrutura na região, fator fundamental para o fortalecimento da indústria e da economia.

“O setor produtivo brasileiro sente o elevado déficit de infraestrutura e os efeitos da deterioração das condições nessa importante área da economia. Estradas sem conservação, energia cara e restrições para o acesso aos principais portos repercutem diretamente na competitividade da indústria nacional e na atração de investimentos para o país”, afirma Alban.

O Sudeste é responsável por 52% do PIB industrial brasileiro. Isso reflete em grandes desafios para modernização dos acessos portuários, exploração de petróleo no présal e aproveitamento de fontes renováveis como as hidrelétricas. “Os maiores problemas de infraestrutura no Sudeste estão associados ao transporte rodoviário e às condições de acesso marítimo aos principais portos. A precariedade das rodovias públicas e o comprometimento da capacidade no Porto de Santos preocupam o setor industrial”, destaca o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz.

PROPOSTAS

• BR-251 (Montes Claros a Divisa Alegre): Duplicar os trechos com alto fluxo e número de acidentes, além de incluir a rodovia na carteira de concessões.

• BR-365 (Patrocínio a Montes Claros): Realizar obras de aumento de capacidade, duplicação do trecho entre Patrocínio e Patos de Minas e incluir a rodovia na carteira de concessões.

• BR-135 (Manga a Itacarambi): Direcionar recursos e acelerar as obras de pavimentação da rodovia.

• Ferrovia JK – EF 030:Apoiar a implantação da estrada projetada pela Petrocity Ferrovias, que poderá redirecionar ao ES parte da grande carga do agro e da mineração do país, já que acessa o Porto Petrocity e poderá ligar também o Porto Imetame. Além de conectar as malhas de bitola larga e métrica da região centro sudeste do país. Pelo projeto, a Ferrovia JK cortará vários municípios do Norte de Minas, inclusive Montes Claros.

• Ferrovia Centro Atlântica (FCA)-MG: Dar celeridade ao processo de renovação da concessão e às obras para aumento de capacidade férrea no Estado de Minas Gerais. A FCA corta Montes Claros e vários municípios do Norte de Minas. Há inclusive um movimento para a inclusão do retorno do transporte ferroviário de passageiros como uma das condições para a renovação da concessão.

• Transmissão de energia (Norte de Minas e Triângulo): Acelerar os investimentos no sistema de transmissão do Estado, no intuito de auxiliar no escoamento da energia elétrica.

Confederação defende ações para a melhoria da infraestrutura no Norte de Minas

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