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Tradição e desenvolvimento rural mantêm sustentabilidade

A cachaça de alambique de Minas Gerais não apenas representa uma tradição cultural enraizada, mas também desempenha um papel crucial na economia rural do estado.

A cachaça de alambique de Minas Gerais não apenas representa uma tradição cultural enraizada, mas também desempenha um papel crucial na economia rural do estado. Liderando a produção nacional com um volume estimado de 13,5 milhões de litros por ano, pois bebida artesanal é um patrimônio cultural reconhecido desde 2007 pela Lei estadual N° 16.688.

O “Diagnóstico da Produção da Cachaça de Alambique no Estado”, realizado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Governo de Minas, revelou a predominância de pequenos empreendimentos familiares na produção. Um exemplo é o Alambique Requinte do Emboque, em Raul Soares, na Zona da Mata, cuja produção diária de 250 litros envolve toda a família há quase três décadas, os de Salinas, Taiobeiras, Rio Pardo de Minas, Novorizonte, entre outros municípios do Alto Rio Pardo. Geraldo Daniel Souza, sócio do empreendimento, destaca a importância econômica e cultural da cachaça para sua família e comunidade: “Além de preservar a tradição mineira, a produção de cachaça nos permite agregar valor ao nosso negócio e transformá-lo em uma fonte de renda estável. Hoje, nossa bebida ganha destaque tanto no mercado nacional quanto internacional.”

O diagnóstico também analisou a estrutura da cadeia produtiva, mostrando que Minas Gerais possui o maior número de cachaçarias legalizadas no país, com 353 estabelecimentos registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária. Este setor não apenas gera empregos diretos e indiretos, mas também contribui significativamente para a economia estadual, com a bebida sendo a mais exportada pelo Estado no último ano, movimentando aproximadamente U$ 1,2 milhão.

Thales Fernandes, Secretário de Agricultura, enfatiza a importância de conhecer profundamente o setor para promover políticas que fortaleçam a produção e valorizem os produtores locais. O levantamento também destacou que 45% dos empreendimentos têm menos de 5 hectares de cana-de- -açúcar cultivados e 87% são de pequeno porte, produzindo até 800 litros de cachaça por dia.

A legalização da cachaça artesanal tem sido crucial para agregar valor ao produto e abrir novos mercados, como observado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), responsável pelos registros. A campanha “O legal merece um brinde” destaca a importância de consumir produtos seguros e de qualidade, registrados e que atendam à legislação vigente.

PRAZO

Para promover ainda mais a qualidade e visibilidade das cachaças mineiras, a Emater-MG está organizando o 1º Concurso de Avaliação da Qualidade das Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras – Cachaças Mineiras 2024.

Este concurso não apenas valoriza os produtores locais, mas também abre portas para novos mercados, seguindo o exemplo de outros concursos estaduais que têm impulsionado a valorização de produtos regionais de alta qualidade, que termina nesta sexta-feira (19). Para mais informações sobre o concurso e regulamento, acesse o link da Emater-MG.

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