Donald Trump, 11 meses após a posse, volta a abalar a ordem mundial com decisões em cascata que isolam os Estados Unidos. Em uma semana, ele suspende participação em agências da ONU, retira o país do Acordo de Paris pelo clima e aperta o cerco à Venezuela sem aval do Congresso. A Europa, liderada por Emmanuel Macron, reage com veemência, acusando Washington de rasgar regras internacionais. De Montes Claros ao planeta, esta reportagem exclusiva da ISIS revela como o “America First” reacende crises globais bem no início de 2026.
O primeiro golpe veio contra as Nações Unidas. Por ordem executiva de 8 de janeiro, Trump corta laços com UNESCO, OMS e OCHA, redirecionando 13 bilhões de dólares para defesa interna. “Burocratas socialistas sugam o contribuinte americano”, provocou ele nas redes sociais. Em Nova York, a ONU entra em alerta: 22% do orçamento evapora de imediato. António Guterres avisa sobre colapso na ajuda humanitária para Gaza e Ucrânia, mas Trump rebate: “A América cuida de si mesma”. No Brasil, o Itamaraty emite nota discreta de preocupação, temendo reflexos em missões de paz como no Haiti.
No campo climático, o segundo soco: saída do Acordo de Paris pela segunda vez, seis dias após a posse. Trump cancela 11,4 bilhões em compromissos verdes, chamando o pacto de “hoax chinês que mata empregos”. A COP30, ainda recente em Belém, soa como ironia. Índia e África do Sul de- nunciam “traição yankee”, enquanto secas no Nordeste mineiro pioram com tarifas retaliatórias da Europa sobre nosso minério. Ambientalistas protestam em Washington, mas o Secretário de Estado Marco Rubio avisa: “Reclamem em Pequim”.
Na América Latina, o terceiro ato mira Nicolás Maduro. Invocando emergência nacional, Trump congela ativos venezuelanos, veta transações de petróleo e autoriza “ações defensivas” contra o “narco-regime”, tudo sem consultar o Congresso. Caracas responde com fúria: bandeiras americanas queimam nas ruas, enquanto Juan Guaidó, exilado, celebra a pressão máxima renovada. O Brasil reforça a fronteira em Roraima, ante risco de êxodo de 2 milhões.
A Europa não se cala. Macron, em discurso in- flamado no Eliseu, explode: “Trump trata regras internacionais como papel higiênico”. O francês propõe cúpula da UE para contrabalançar o isolacionismo yankee, com apoio de Berlim, mas resistência de Orbán na Hungria. A OTAN estremece: Trump ameaça reduzir contribuições aos 2% do PIB, deixando poloneses e bálticos suplicando por mais F-35. Londres tenta mediar sob Keir Starmer, sem sucesso.
Esses movimentos se conectam em um caos orquestrado. O corte na ONU trava socorro aos sudaneses no milésimo dia de guerra civil. A saída de Paris acelera disputas no Ártico russo. A pressão sobre a Venezuela inflama migrações para o Brasil. Macron mobiliza a Europa contra o que chama de “imperialismo solitário”. Enquanto isso, China observa em silêncio, Rússia testa mísseis nucleares na Ucrânia e Irã esmaga protestos no escuro digital. O mundo multipolar vira arena de um monopólio americano – ou risco de ruptura total.
Exportações agro para os EUA correm risco de tarifas; diplomatas brasileiros buscam vacinas alternativas à OMS; o legado da COP30 esvazia enquanto secas avançam. Para quê cúpulas em Belém se um decreto de Trump as enterra numa manhã? Líderes globais hesitam, Macron brada, mas a Casa Branca dita o ritmo. A paz mundial soa como fake news na era Trump. Hora de acordar antes que a Venezuela vire protetorado ou Paris, museu climático. O ano de 2026 mal começou, e o planeta já treme.