[views count="1" print="0"]

Senado votará vários projetos a partir de fevereiro

Os parlamentares podem votar ainda propostas do senador Rodrigo Pacheco, que tratam de modernizar os processos administrativo, tributário e fiscal

Um dos temas prioritários e que deve ter a atenção dos senadores já neste primeiro semestre é o projeto de lei que aumenta a tributação de fintechs

A agenda econômica e fiscal deve marcar o início dos trabalhos legislativos no Senado. Entre os projetos que aguardam decisão do Plenário estão propostas que elevam a tributação sobre empresas de apostas e fintechs, criam incentivos à pesquisa por meio de isenções e transferência de créditos e instituem uma nova Lei de Execução Fiscal.  Um dos temas prioritários para o governo e que deve ter a atenção dos senadores já neste primeiro semestre é o projeto de lei que aumenta a tributação de fintechs — empresas que atuam na área de serviços financeiros e oferecem produtos e serviços digitais —, eleva gradualmente a taxação de bets e cria um programa de regularização tributária para pessoas de baixa renda.

O PL 5.473/2025, do senador Renan Calheiros (MDB-AL), foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em dezembro do ano passado, com relatório favorável do senador Eduardo Braga (MDB-AM).  O texto foi aprovado em caráter terminativo, mas um recurso apresentado em Plenário pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ) fará com que a matéria seja votada também pelo Plenário do Senado antes de seguir para análise da Câmara dos Deputados. Até o momento, 15 emendas de Plenário foram apresentas.

O projeto altera a legislação tributária para aumentar de forma gradual a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de setores específicos, como fintechs, instituições de pagamento, bolsas e empresas do mercado financeiro, com elevação das alíquotas entre 2026 e 2028. Também prevê aumento progressivo da tributação sobre as empresas de apostas de quota fixa (bets), com a alíquota subindo dos atuais 12% para 18% ao final do período.

A proposta estabelece ainda que a nova arrecadação será destinada à seguridade social, com prioridade para ações na área da saúde. De forma excepcional, entre 2026 e 2028, parte dos recursos poderá ser repassada aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para compensar perdas decorrentes da ampliação da isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física.

O texto também cria o Programa de Regularização Tributária para Pessoas Físicas de Baixa Renda, voltado à renegociação de dívidas vencidas. Poderão aderir contribuintes com renda mensal de até R$ 7.350, com condições mais vantajosas para quem recebe até R$ 5 mil por mês.

Além disso, o projeto corrige distorção na tributação da remessa de lucros e dividendos ao exterior, ampliando para cinco anos o prazo para que beneficiários estrangeiros solicitem restituição de valores pagos além do limite legal, alinhando a regra ao Código Tributário Nacional.

Os parlamentares podem votar ainda propostas do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) que tratam de modernizar os processos administrativo, tributário e fiscal. Um exemplo é o PL 2.488/2022 que cria a nova Lei de Execução Fiscal e revoga a legislação anterior. A principal novidade do projeto é a possibilidade de cobrança extrajudicial de débitos de menor valor.

Embora o projeto tenha sido votado em junho de 2025, em decisão final na comissão comissão temporária encarregada de modernizar os processos administrativo e tributário (CTIADMTR), senadores do PT e do PSD apresentaram recurso para que o texto fosse analisado pelo Plenário, onde recebeu emendas. 

O objetivo do projeto é substituir a atual Lei de Execução Fiscal por uma legislação que incorpore as inovações processuais mais recentes. A nova lei pode ajudar a tornar a cobrança de dívidas fiscais menos burocrática, simplificando as regras para cobrança judicial e extrajudicial da dívida ativa da União, dos estados, do Distrito Federal, dos municípios e das respectivas autarquias e fundações de direito público. Essas mesmas regras, se aprovadas, poderão ser aplicadas à cobrança de créditos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dos conselhos profissionais e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Também do senador Rodrigo Pacheco, aguarda votação em Plenário o PL 2.483/2022 que atualiza e consolida em uma única lei as normas federais que regulam a relação entre contribuintes e o Fisco, incluindo processos administrativos, consultas tributárias e aduaneiras e a mediação de conflitos.

Entre as novidades do projeto, está o registro na legislação tributária de duas regras sobre prazos, hoje previstas apenas no Código de Processo Civil (CPC): a contagem dos prazos processuais em dias úteis e a suspensão do prazo processual entre 20 de dezembro e 20 de janeiro.

Os parlamentares podem votar ainda propostas do senador Rodrigo Pacheco, que tratam de modernizar os processos administrativo, tributário e fiscal

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendadas a você

Montes Claros poderá contar com feira mensal de animais
Montes Claros poderá contar com feira mensal de animais
Hugo Motta quer endurecimento das leis no combate ao feminicídio
Hugo Motta quer endurecimento das leis no combate ao feminicídio
Prefeito destaca protagonismo em reunião com a Aena
Prefeito destaca protagonismo em reunião com a Aena
atendimento de urgência do SUS
TCU discute eficiência no atendimento de urgência do SUS
Tadeuzinho destaca importância do Propag na ALMG
Tadeuzinho destaca importância do Propag na ALMG
Câmara de Montes Clarosh volta com suas atividades
Câmara de Montes Claros volta com suas atividades
Minas dispara na liderança e energia solar chega a quase 2 milhões de unidades
Minas dispara na liderança e energia solar chega a quase 2 milhões de unidades
Déficit primário do Governo Federal totaliza R$ 61,7 bi no ano passado
Déficit primário do Governo Federal totaliza R$ 61,7 bi no ano passado
Ano Novo reacende conflitos antigos sem fim
Aprova marco temporal e busca saída para mineração
Prefeitura intensifica limpeza e capina na cidade
Júnior Martins consegue desapropriação de terreno no Bairro Renascença
TCU aponta inobservância da Lei de Responsabilidade Fiscal em MP
TRE mantém expediente reduzido durante o recesso do Judiciário
Congresso Nacional aprova Orçamento de 2026 com R$ 6,5 tri
Legislativo aprova matérias nas áreas social, ambiental e institucional
Prefeituras mineiras terão R$ 500 milhões no Edital BDMG Municípios 2026 para financiar infraestrutura e sustentabilidade 
Autocuidado feminino: um compromisso diário com quem somos
Sigma Lithium anuncia retomada das atividades de mineração na Mina 1, no Vale do Jequitinhonha 
Mineiros lideram aprovações no Sisu 
Médica indiciada por morte de paciente