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REFORMA DA RENDA 

REFORMA DA RENDA 

Isenção de IRPF para até R$ 5 mil pode dobrar número de beneficiados. O número de trabalhadores com carteira assinada que não precisam pagar o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) deve dobrar em 2026, quando deverá estar em vigor a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil, conforme prometido pelo governo federal na reforma da renda que deverá tramitar no Congresso Nacional no próximo ano. A projeção de contribuintes beneficiados é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieses), fornecida à Agência Brasil. Segundo a entidade, atualmente milhões de pessoas estão dispensadas do recolhimento do tributo. Com a proposta, a faixa de isenção deverá passar dos atuais R$ 2.024 (dois salários mínimos) para R$ 5 mil, assim serão adicionadas mais 10 milhões de pessoas dispensadas de tributação. A isenção do imposto favorecerá os trabalhadores de menor rendimento e também alcança as assalariados em outras faixas de rendimento.

Entre os que têm renda mensalmente R$ 5 mil e R$ 7,5 mil, também há o impacto positivo da redução das tarifas, e este grupo representa por volta de 16 milhões de pessoas, calcula Maria Angélica Lopes, economista técnica do escritório regional do Dieses no Distrito Federal. Os dados do Dieses divergem os números da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, a Unafisco. Em estudo bem considerado, a associação estimou alcance maior: 30,5 milhões de contribuintes estariam desobrigados de pagar o IRPF se a tabela de tributação fosse atualizada com a correção integral da inflação. Nesse cálculo, o valor limite para ter isenção no recolhimento do imposto seria um pouco maior do que o proposto. Especialistas avaliam que a iniciativa favorece trabalhadores formais.

Tendência Consultoria concorda que haverá aceleração da atividade econômica. “A demanda mais alta acaba pressionando a oferta e faz com que a atividade cresça”, explica. O especialista, no entanto, teme que o aumento de consumo possa pressionar a inflação. “Algumas casas (de avaliação econômica) já estão sinalizando que o IPCA [Índice de Preço ao Consumidor Amplo] de 2024 ficou fora da meta, e para o ano que vem também já se vê um índice inflacionário descolando um pouco do centro da meta estabelecida pelo Comitê Monetário Nacional”, ressalta o economista. Para ele, eventual ciclo inflacionário poderá forçar o investimento e aumento das taxas de juros. Outro temor é o impacto da isenção do IRPF nas contas públicas, calculado entre R$ 35 a R$ 45 bilhões. Para ele, essas despesas levantam preocupações.

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