Incentivos fiscais e energia limpa impulsionam aportes em tecnologia no interior
A sanção do Regime Especial de Incentivos para a Infraestrutura de Datacenters (REDATA) marca uma guinada estratégica no ecossistema tecnológico do país, desonerando a aquisição de equipamentos para o setor de processamento de dados. Para Minas Gerais, e de forma sobressalente para o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha, a legislação federal atua como um potente catalisador para a atração de capital de grande porte voltado à infraestrutura digital e à inteligência artificial.
As regiões semiáridas do estado reúnem uma combinação de fatores competitivos que as posicionam na vanguarda da atratividade para operadoras globais de datacenters. O principal diferencial reside no protagonismo absoluto na geração de energia fotovoltaica, garantindo suprimento elétrico abundante, competitivo e de matriz cem por cento renovável, exigência incontornável dos compromissos internacionais de sustentabilidade e descarbonização (ESG) das multinacionais do setor. Somam-se a isso a disponibilidade de amplas áreas territoriais e os incentivos tributários da Sudene.
O avanço da infraestrutura de datacenters no interior mineiro extrapola a arrecadação fiscal: impulsiona a demanda por redes de fibra óptica de altíssima velocidade, estimula a formação técnica de mão de obra e atrai novas empresas de tecnologia. A convergência entre desoneração federal, oferta de energia solar e governança regional cria a oportunidade histórica de transformar o Norte de Minas e o Jequitinhonha em polos internacionais de processamento de dados, diversificando a matriz econômica e gerando empregos de alto valor agregado.